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Porto Alegre, domingo, 25 de junho de 2017. Atualizado às 20h10.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara de Porto Alegre

25/06/2017 - 19h32min. Alterada em 25/06 às 20h13min

Vereador vai devolver dinheiro de aumento de salário em Porto Alegre

Camozzato devolverá o dinheiro, mas verificará possibilidade de doar a alguma entidade assistencial

Camozzato devolverá o dinheiro, mas verificará possibilidade de doar a alguma entidade assistencial


Tonico Alvares/CMPA/Divulgação/JC
Patrícia Comunello
Três dias depois da Câmara Municipal de Porto Alegre sacramentar o reajuste dos salários dos 36 vereadores, o estreante em mandato Felipe Camozzato (Novo) anunciou que abrirá mão do aumento e vai devolver o dinheiro aos cofres da casa. "Estamos estudando uma forma de viabilizar isso. Também não está descartado o direcionamento a uma entidade assistencial", informou o vereador em nota neste domingo (25). 
O reajuste de 4,08% (inflação pelo INPC de maio de 2016 a abril de 2017) equivale a R$ 529,00 a mais por mês sobre o atual valor de R$ 12.984,00. Em 12 meses, são R$ 6.348,00. O novo vencimento passa a R$ 13.513,00, segundo resolução aprovada pela mesa diretora a Câmara na quinta-feira (22). Camozzato diz que não assinou a resolução. O parlamentar diz que o destino do dinheiro será registrado na prestação de contas mensal do seu gabinete. Filiado ao Novo, Camozzato foi o quinto candidato mais votado na eleição de 2016 em Porto Alegre.
O reajuste pela inflação segue decisão tomada em 2016 pelo Legislativo, que aprovou apenas a correção inflacionária para os subsídios até 2020. Com isso, ficou descartado aumento real, quando o índice fica acima da reposição de preços. "Poderíamos ter ampliado para R$ 18.900,00, que é 75% do que ganha um deputado estadual (R$ 25.300,00), mas decidimos aplicar somente a inflação, para manter o controle dos gastos", justificou o presidente da casa, Cássio Trogildo (PTB), em nota no site da Câmara.
O Legislativo recusou recentemente o pedido do Sindicâmara, que representa os servidores da casa, para aplicar 7% de reajuste nos salários, abrangendo a inflação de 4,08% e aumento real. Também foi recusada a elevação de 25% no valor do vale-alimentação.
Os reajustes de vencimentos viraram um dos flancos entre o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e o funcionalismo. Marchezan tentou colocar em votação um projeto que acabava com a correção automática da inflação de 12 meses nos vencimentos. O prefeito usou o argumento das dificuldades das finanças públicas para tentar derrubar o direito dos municipários previsto em lei. O tucano teve de recuar e retirar o projeto, devido à pressão das galerias.
Na semana passada, Marchezan também não conseguiu que fosse votado o aumento da alíquota da previdência dos servidores, dos atuais 11% para 14%. A pauta foi adiada. A mobilização das categorias tem conseguido eco no plenário, que recuou nas duas pautas enviadas pelo Executivo.   
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