Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 25 de junho de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

operação lava jato

Notícia da edição impressa de 26/06/2017. Alterada em 25/06 às 21h01min

Ministro da Justiça descarta trocar comando da PF

Torquato Jardim diz que relação com Leandro Daiello é de 'harmonia'

Torquato Jardim diz que relação com Leandro Daiello é de 'harmonia'


EVARISTO SA/EVARISTO SA/AFP/JC
Em meio às especulações sobre a possível troca de comando na Polícia Federal (PF), o diretor-geral do órgão, Leandro Daiello, e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, chamaram a imprensa, neste sábado, para dizer que os dois trabalham em "harmonia" e em um clima de "camaradagem". Mas ambos se recusaram a responder a qualquer pergunta, inclusive se Daiello continua garantido no cargo.
Nos últimos dias, cresceram as informações de que o governo estaria discutindo a troca no comando da instituição, que atua na Operação Lava Jato. Após a repercussão da entrevista, o Ministério da Justiça afirmou que Torquato havia, sim, garantido a manutenção de Daiello à frente da PF. "O noticiário que está aí é, para usar o termo moderno, a 'pós-verdade', não corresponde à realidade. O doutor Daiello e eu temos trabalhado, desde que aqui cheguei, na mais absoluta harmonia e camaradagem, ambos igualmente comprometidos com a instituição Polícia Federal", afirmou Torquato.
Daiello foi nomeado para o cargo de diretor-geral em 2011, durante a gestão da então presidente Dilma Rousseff (PT). Desde que Temer chegou ao Planalto, toda troca de ministro da Justiça veio acompanhada de especulações sobre a continuidade ou não do diretor-geral da PF. Torquato assumiu o cargo em 31 de maio deste ano.
O Instituto Nacional de Criminalística, vinculado à Polícia Federal, concluiu a perícia e afirmou que o áudio da gravação entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer não sofreu edição. A informação tornou-se pública na sexta-feira. A possível manipulação do áudio era uma das teses centrais da defesa do presidente Michel Temer (PMDB).
Torquato falou por menos de três minutos, se levantou e deixou a sala. Sozinho, Daiello fez então seu pronunciamento, que durou menos de dois minutos. Tanto Torquato quanto Daiello preferiram destacar o que veem como prioridades para a PF, como a necessidade de avançar na internacionalização e no uso de recursos tecnológicos.
Após o pronunciamento pouco explícito em relação à manutenção de Daiello, o governo passou a tarde se esforçando para desfazer o mal-estar criado por Torquato. Interlocutores do ministro da Justiça e assessores do Palácio do Planalto disseram que ele foi para a coletiva para dar uma mensagem, e que esta foi dada.
Aliados do governo, no entanto, consideraram pouco assertiva a declaração, já que o ministro utilizou metáforas e não quis, ao final, gravar uma declaração peremptória sobre a permanência de Daiello no cargo.
Assessores do Ministério da Justiça sustentavam, após a entrevista, que o ministro havia convocado a imprensa para garantir, por ora, a permanência de Daiello e assim havia feito. Isso não significa, no entanto, que esta posição valha para o longo prazo. Entre aliados, há pressão por mudanças na PF, devido à irritação com a condução das investigações da Lava Jato.
No Palácio do Planalto, o empenho também foi para desmentir boatos sobre a saída de Daiello. Nos bastidores, o governo culpa sindicalistas que estiveram com Torquato na última quinta-feira pelas especulações de mudanças na Polícia Federal. Nessa reunião, Torquato teria sinalizado a possibilidade de mudanças no comando da corporação.
Participaram do encontro o presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sérgio Avelar, além de outros sindicalistas da entidade e o diretor regional da Associação Nacional dos Delegados da PF em Brasília, Luciano Leiro.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia