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Porto Alegre, terça-feira, 20 de junho de 2017. Atualizado às 18h31.

Jornal do Comércio

Política

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crise política

Alterada em 20/06 às 18h35min

Relatório da PF diz que Temer cometeu crime de corrupção passiva

Agência O Globo
Relatório parcial enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que é possível concluir que o presidente Michel Temer aceitou vantagem indevida por intermédio do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures. Segundo o documento, Temer incorreu em crime de corrupção passiva. O mesmo relatório afirma haver indícios de que Rocha Loures cometeu o mesmo crime. O empresário Joesley Batista, dono da JBS, e o diretor da empresa, Ricardo Saud, foram enquadrados no crime de corrupção ativa.
Segundo a PF, as evidências indicam "com vigor" a prática de corrupção passiva do "Mandatário Maior da Nação." Na tarde desta terça, a defesa do presidente pediu acesso ao documento
"Diante do silencio do Mandatário Maior da Nação e de seu ex-assessor especial, resultam incólumes as evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos, a indicar, com vigor, a prática de corrupção passiva", diz um dos trechos.
A PF concluiu que que os investigados praticaram os seguintes crimes:
Rodrigo da Rocha Loures: corrupção passiva, em razão de ter aceitado vantagem indevida, em razão da funçãoo, tendo-a posteriormente recebido;
Michel Miguel Elias Temer Lulia, Presidente da República: corrupção passiva, ambos do Código Penal, em face de, valendo-se da interposição de Rodrigo da Rocha Loures, ter aceitado promessa de vantagem indevida, em razão da função;
Joesley Mendonça Batista: corrupção ativa, em razão de ter oferecido e prometido vantagem indevida a servidor público para determiná-lo a praticar ato de ofício;
Ricardo Saud: corrupção ativa, em razão de ter oferecido e prometido vantagem indevida a servidor público para determiná-lo a praticar ato de ofício;
Na conclusão do relatório, a Polícia Federal diz que no encontro de Ricardo Saud, executivo do Grupo J&F, diz a Rodrigo Rocha Loures como se daria o cálculo da propina e qual seria a frequência semanal. Segundo a PF, "Ambos, então, passaram a discutir a forma mais conveniente para a entrega do dinheiro, aventando alternativas diversas.
"Em meio a tais cogitações, Ricardo Saud fez menções a "presidente", sem nunca ter sido corrigido por Rodrigo da Rocha Loures, dando a entender, claramente, por força do contexto, que Michel Temer estava por trás daquelas tratativas", diz outro trecho do relatório.
Na segunda-feira, após entregar o relatório parcial, a Polícia Federal pediu mais cinco dias para o prosseguimento da investigação sobre o pagamento de propina ao doleiro Lúcio Funaro ao ex-deputado cassado Eduardo Cunha, como forma de mantê-lo em silêncio na prisão para evitar um acordo de colaboração premiada. A PF também quer prazo para investigar a afirmação de Joesley Batista, dono da JBS, ao presidente Michel Temer de que estava corrompendo magistrados e membros do Ministério Público.
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