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Porto Alegre, terça-feira, 13 de junho de 2017. Atualizado às 23h52.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Notícia da edição impressa de 14/06/2017. Alterada em 13/06 às 22h08min

Miguel Reale Júnior pede sua desfiliação do PSDB

Jurista Miguel Reale Júnior se diz cansado de vacilações do partido

Jurista Miguel Reale Júnior se diz cansado de vacilações do partido


ANDRESSA ANHOLETE/ANDRESSA ANHOLETE/AFP/JC
O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior pediu a desfiliação do PSDB após o partido decidir ficar no governo do presidente Michel Temer (PMDB). Foi a primeira baixa importante na legenda depois da decisão.
O jurista, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), afirmou que não tem condições de ficar num partido que "relativiza" a questão ética.
"Não me sinto confortável em ficar num partido que permanece no governo Temer mesmo depois de todos os fatos revelados. Não dá para relativizar a questão ética. Participei de momentos importantes do partido. Mas cansei de vacilações. Espero que o muro do PSDB seja bastante grande para que o partido se enterre nele", desabafou o jurista.
Miguel Reale Júnior disse, ainda, avaliar que não é correto o PSDB usar como argumento para permanecer no governo Temer a necessidade de aprovação das reformas. "O partido usa o discurso das reformas como desculpa. O PSDB poderia apoiar as reformas mesmo fora do governo", disse Reale Júnior, que foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Ele também criticou o partido pelo fato de ainda não ter recorrido da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que rejeitou cassar a chapa Dilma-Temer. O pedido de cassação da chapa foi apresentado pelo PSDB ainda em 2014. "O PSDB deveria ter recorrido dessa farsa", concluiu Miguel Reale Júnior.
 

Tasso Jereissati não vê movimentação de 'debandada'

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse não ver uma movimentação de "debandada" do partido depois que a sigla decidiu manter apoio ao governo, em reunião realizada nesta segunda-feira.
"Eu não acredito, não, foi ponderado (saída do partido), e nenhum deputado, durante a reunião, falou em sair do partido", disse o tucano.
O partido se reuniu nesta segunda e decidiu pela permanência na base do presidente Michel Temer enquanto a agenda de reformas tiver prosseguimento. "O partido ficou unido, todos se comprometeram a seguir."
Jereissati disse, contudo, que a executiva do PSDB deve se reunir na semana que vem para definir o calendário de uma convenção. Após o licenciamento do senador Aécio Neves (MG) do comando da sigla, Jereissati assumiu interinamente, mas um novo presidente deve ser eleito em breve. Para que isso ocorra, é preciso que Aécio deixe o cargo. Embora tenha dito que o PSDB não vai sair do governo agora, Jereissati reconheceu que será feito um "monitoramento diário" sobre a situação do governo.
Ao fim da reunião de segunda, o presidente da sigla disse ter sido voto vencido na decisão do PSDB e falou em "constrangimento" pelo fato de permanecer na base de um governo que, segundo ele, teve dinheiro de "corrupção" para se eleger em 2014.
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