Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 29 de junho de 2017. Atualizado às 22h56.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Notícia da edição impressa de 30/06/2017. Alterada em 29/06 às 20h13min

Crise política não afeta nova queda na taxa de juros

Sejam denúncias ou ilações, os fatos estão agora na esfera da Câmara dos Deputados, inicialmente, encaminhados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que só dará a palavra final sobre as denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) dentro dos preceitos constitucionais que devem ser e, até agora, têm sido obedecidos. Ou seja, se dois terços da Câmara ou 342 deputados chancelarem a denúncia.
A instabilidade política no País prossegue e, mesmo com o clima tenso, deve haver nova queda da taxa de juros. Apesar dos reclamos de entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por um movimento mais rápido, analistas do mercado financeiro mantiveram a projeção de corte de 0,75 ponto percentual do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), a taxa básica de juros, em julho, para 9,50% ao ano.
Esta expectativa consta do último Relatório de Mercado Focus. O corte de 0,75 ponto já era a projeção mediana verificada em semanas anteriores, antes mesmo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em 31 de maio. Na ocasião, a taxa básica caiu 1 ponto percentual, para 10,25% ao ano.
No entanto, no comunicado e na ata que acompanharam a decisão, o Copom sinalizou a intenção de promover redução menor da Selic em seu próximo encontro, justamente agora em julho. O fato, muito bom, é que os juros estão caindo e, assim, como é por demais sabido, facilitam a retomada dos negócios em geral.
O presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que o caminho da desinflação e da redução da taxa de juros está dado. A discussão é sobre o ritmo e a extensão dos cortes.
Mas, em meio ao turbilhão político entre Rodrigo Janot, da Procuradoria-Geral da República (PGR), e Michel Temer, presidente da República, o movimento de baixa dos juros prosseguirá, sendo influenciado pela inflação e pela atividade econômica.
Mas, pela paralisia que afeta o Brasil e faz cair o consumo com a ausência de milhões de pessoas desempregadas, foi mantida a projeção de recuo de 0,20% para o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2017, ante o mesmo período de 2016. Isso é péssimo para o País, evidentemente.
Por isso continua sendo fundamental equilibrar as contas da União, fazendo com que a arrecadação federal, que caiu em maio, fique o mais próximo possível das despesas, compulsórias ou não, do governo, o que não tem sido obtido, até agora.
O que se deseja é a retomada do crescimento econômico, com a geração dos ansiosamente esperados empregos para 14 milhões de brasileiros que perambulam em busca de uma atividade formal, com carteira assinada.
Enfim, o que todos desejam é a normalização da vida política, embora não se possa negar que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estão funcionando, mesmo que se discorde desta ou daquela decisão. Com enfrentamentos até, mas trabalhando dentro do ordenamento constitucional.
Milhões de brasileiros, mesmo maldizendo o ambiente ruim em que o País está mergulhado, continuam na sua faina diária em busca do sustento próprio e, na maioria das vezes, da família.
E são eles, trabalhadores e empresários de todas as áreas, os que sustentam o agora frágil arcabouço administrativo do País, até que tudo se resolva. Espera-se que isso termine antes do final do ano. A normalidade institucional é boa para o País.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia