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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de junho de 2017. Atualizado às 22h43.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 13/06/2017. Alterada em 12/06 às 19h40min

Lições da recessão

Derly Fialho
A pior recessão da nossa história foi uma pedagoga cruel. Colocou no desemprego 14% da população economicamente ativa e afundou no vermelho as contas governamentais. Afetou a vida de milhões de empresas e diminuiu a massa salarial paga. Elevou a inadimplência das famílias e fez escassear os recursos para setores essenciais. A recessão econômica andou ao lado de uma crise social. Pela primeira vez na história, nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) decresceu. O Brasil ficou 10% mais pobre, e o PIB per capita veio abaixo do patamar de 2013, que só será atingido novamente no início da próxima década. Mas a crise também nos trouxe aprendizados. Ela nos ensinou que a vida fica difícil quando o poder público perde o controle de seus gastos, concentra renda e se torna um fardo pesado à economia. Decisões de investir e abrir negócios são desestimuladas onde há insegurança política, carga tributária excessiva e perda de confiança na capacidade das instituições em cumprir suas atribuições e estabelecer políticas corretas.
A recessão proporcionou, ainda, pelo menos cinco lições importantes: 1) A vida é muito melhor quando os negócios vão bem. As pessoas têm trabalho, que gera renda, o comércio vende, as indústrias e o campo produzem e a economia funciona; 2) O mais diversificado conjunto de serviços prestados ao público são aqueles oferecidos pelas empresas; 3) O Estado é importante, mas exige rédeas curtas. Governos gastadores empobrecem a sociedade; 4) Cabe ao Estado criar determinadas condições, mas quem gera desenvolvimento é o setor privado; 5) A nação, por isso, precisa de seus empreendedores, quem gera riqueza e postos de trabalho. Essa vocação, tão valorizada pelo Sebrae, é propulsora do desenvolvimento econômico e social.
Desajustes políticos e sociais aceleraram a crise. Pelo viés oposto, sabe-se que as perspectivas são mais promissoras nas sociedades de cooperação, em que indivíduos e instituições se articulam, buscando o bem de todos. Que o Brasil compreenda esse ensinamento e os coloque em prática.
Diretor-superintendente do Sebrae/RS
 
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