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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 15h17.

Jornal do Comércio

Internacional

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portugal

Alterada em 21/06 às 15h21min

Após cinco dias, incêndio florestal em Portugal é controlado

Fogo na região de Pédrogão Grande deixou 64 mortos e 204 feridos

Fogo na região de Pédrogão Grande deixou 64 mortos e 204 feridos


PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/JC
Folhapress
Depois de cinco dias, 64 mortos e 204 feridos, o incêndio na região de Pédrogão Grande, no centro de Portugal, foi controlado. "O fogo não vai progredir mais do que já progrediu. Vamos nos concentrar no interior do perímetro", disse o chefe da Proteção Civil de Portugal, Vítor Vaz Pinto.
"Vamos ter situações dentro bastante complicadas, mas temos a certeza que o incêndio não vai progredir mais do que isso", completou Vaz Pinto, que afirmou que, mesmo assim, irá manter na região todos os meios necessários para controlar o incêndio.
Os mais de 2.000 bombeiros que atuavam na região tiveram uma ajuda da natureza desde a noite de terça (20). As temperaturas diminuíram, os ventos ficaram menos intensos e, em alguns momentos, houve chuva intensa na região.
Agora, o país começa a cobrar das autoridades respostas para a tragédia.
Nesta quarta (21), o chefe da Liga de Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, contestou publicamente a informação oficial do governo de que o fogo teve início por conta de uma trovoada seca -fenômeno atmosférico que ocorre em caso de altas temperaturas e baixa umidade-, quando um raio teria atingido uma árvore.
Soares afirmou ter evidências de que o fogo teve uma "mão criminosa" e disse ver com estranheza a rapidez com que a Polícia Judiciária, responsável pela investigação, determinou que o incêndio teve causas naturais.
"Gostaria de ver isso apurado melhor porque, quando se viu a trovoada, o incêndio já estava com mais de duas horas de ignição", disse.
A Polícia Judiciária disse que vai convocar o líder dos bombeiros para apresentar sua versão.
Embora controlado na região de Pedrógão Grande, os incêndios seguem em vários outros pontos de Portugal. A situação mais preocupante é em Góis -concelho vizinho à região onde houve a tragédia-, que ainda tem duas frentes de incêndio ativa: em Pampilhosa e Arganil.
Nesta tarde, todas as 16 aeronaves de combate as chamas estão concentradas em conter o fogo nesta região, onde 27 aldeias foram evacuadas preventivamente.
Às 18h desta quarta (14h de Brasília), acontece a cerimônia religiosa e o enterro do bombeiro Gonçalo Correia, 40, que morreu combatendo o incêndio
O funeral, que acontece em Castanheira de Pera, recebeu uma caravana de políticos e autoridades.
Além do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, vários ministros, secretários de Estado e os líderes dos principais partidos políticos portugueses marcam presença na cerimônia.
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