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Internacional

- Publicada em 04 de Junho de 2017 às 16:55

Atentado em Londres pode ser início de temporada de ataques

Agentes de segurança seguiam trabalhando ontem no local da ação

Agentes de segurança seguiam trabalhando ontem no local da ação


DANIEL LEAL-OLIVAS/DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP/JC
Poucos dias após o início do ramadã, o atentado ocorrido em Londres na noite de sábado, que deixou sete pessoas mortas e outras 48 feridas - 21 com gravidade -, pode ter inaugurado mais uma dura temporada de ações de grupos terroristas. Este mês, sagrado aos muçulmanos, é utilizado por organizações terroristas para incentivar mais ataques. Existe uma teoria, segundo essa interpretação radical do islã, de que as recompensas religiosas são ainda mais fartas a quem luta nestes dias.
Poucos dias após o início do ramadã, o atentado ocorrido em Londres na noite de sábado, que deixou sete pessoas mortas e outras 48 feridas - 21 com gravidade -, pode ter inaugurado mais uma dura temporada de ações de grupos terroristas. Este mês, sagrado aos muçulmanos, é utilizado por organizações terroristas para incentivar mais ataques. Existe uma teoria, segundo essa interpretação radical do islã, de que as recompensas religiosas são ainda mais fartas a quem luta nestes dias.
Os dois atos terroristas ocorridos em Londres no sábado, a quatro dias das eleições gerais, apontam o Reino Unido como um alvo preferencial atualmente. Por volta das 22h locais (18h de Brasília), uma van atropelou vários pedestres na ponte de Londres.
Outras vítimas foram reportadas em torno do mercado de Borough, aparentemente feridas à faca, a pouca distância da ponte. Neste caso, a polícia informou que agentes armados seguiram para o local e que houve disparo de tiros.
Uma jornalista da BBC que estava na ponte no momento disse que o veículo mudou seu curso em direção aos pedestres. "O motorista de uma van branca veio acelerando - provavelmente a 80 km/h - e desviou da pista para a multidão que estava caminhando", disse Holly Jones para a BBC News. Segundo o jornal The New York Times, testemunhas relataram ter visto um homem sair da van segurando uma faca rumo aos bares e restaurantes de Borough Market, próximo à ponte.
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, condenou os ataques em mensagem replicada nas redes sociais, definindo as ações como "deliberadas e covardes contra londrinos e visitantes inocentes". "Não há justificativa para atos tão bárbaros", completou.
Ao menos um dos três autores dos ataques é nascido no Paquistão, segundo afirmou um oficial de segurança ontem. Não há informações ainda sobre quando o homem chegou ao Reino Unido ou se ele tinha nacionalidade britânica. As nacionalidades dos outros dois autores do atentado não são conhecidas.
Outros dois ataques terroristas recentes no País - um envolvendo um homem-bomba suicida em uma arena lotada em Manchester e outro iniciado com um veículo na ponte de Westminster e concluído à faca - foram cometidos por homens nascidos no Reino Unido. Salman Abedi, o homem-bomba de Manchester, nasceu na cidade e é filho de pais líbios. Khalid Masood, autor do ataque na ponte de Westminster, nasceu na Inglaterra e se converteu ao islamismo.
Doze pessoas foram presas ontem em Barking por conexão com os ataques. A polícia de Londres afirmou que o público deve esperar aumento das medidas de segurança no momento em que autoridades investigam a ação. Segundo Mark Rowley, comissário-assistente da polícia, as forças de segurança precisam ainda determinar se outros estavam envolvidos no planejamento dos ataques deste sábado à ponte de Londres e a restaurantes próximos.
Rowley afirmou que a polícia está confiante de que os três homens mortos a tiros por policiais minutos depois do atentado eram os únicos autores dos ataques, mas ele considerou que "há, claramente, mais a ser feito" na investigação.

Trump pede fim do politicamente correto após ataques em Londres

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao mundo para deixar de ser "politicamente correto" a fim de garantir maior segurança, depois do ataque em Londres que deixou sete mortos. "Nós devemos parar de ser politicamente corretos e nos concentrar no assunto da segurança para o nosso povo", escreveu Trump no Twitter neste domingo. "Se não formos inteligentes, só vai piorar."
"Pelo menos 7 mortos e 48 feridos em ataque terrorista e o prefeito de Londres diz que não há 'motivos para se alarmar!'", prosseguiu o presidente americano. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, eleito no ano passado, o primeiro muçulmano a liderar uma importante capital ocidental, havia dito que os britânicos não deveriam ficar alarmados ao ver uma maior presença policial nas ruas de Londres após o incidente.
Anteriormente, Trump ofereceu ajuda dos EUA à Grã-Bretanha e promoveu sua controversa proibição de viagem como um nível extra de segurança para os norte-americanos. "Tudo o que os Estados Unidos podem fazer para ajudar em Londres e no Reino Unido, estaremos lá", escreveu no sábado.

'Já passou do limite', diz primeira-ministra britânica

A primeira-ministra britânica, Theresa May, fez um discurso duro na manhã de ontem, horas depois do ataque terrorista. May falou na porta de sua casa, em Downing Street, logo depois de presidir uma reunião do gabinete de segurança. "Já passou do limite", disse a primeira-ministra, sugerindo que vai endurecer as ações de repressão internas. Não será a primeira vez: durante os anos 1970 e 1980, ações de controle interno foram agravadas para combater o terrorismo do IRA (Exército Revolucionário Irlandês). E fez efeito: nos anos 1990, o grupo terrorista, que pregava a independência da Irlanda do Norte, estava virtualmente derrotado, quando aceitou o acordo de paz.
A premiê anunciou que as campanhas eleitorais haviam sido suspensas no domingo, mas que, em nome da normalidade democrática, serão retomadas hoje. A eleição foi confirmada para a quinta-feira.
May disse que o país enfrenta "uma nova forma de ameaça", na qual os autores dos atentados se inspiram em "uma ideologia do mal do extremismo islamita". "O terrorismo alimenta o terrorismo, e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados; e, sim, porque são agressores que copiam uns aos outros", disse.
A líder apontou que os eventos recentes obrigam o país a mudar sua estratégia de combate ao terror, atacando os extremistas não apenas no campo militar, mas também no ideológico. Além disso, falando sobre o uso da internet pelos terroristas, afirmou ser preciso que o país e as empresas limitem a liberdade de ação do extremismo na rede de computadores.
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