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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de junho de 2017. Atualizado às 23h01.

Jornal do Comércio

Geral

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Manifestação

Notícia da edição impressa de 30/06/2017. Alterada em 29/06 às 21h48min

Greve geral deve prejudicar serviços no Rio Grande do Sul

Trensurb conseguiu liminar para a manutenção de 100% das viagens durante os horários de pico

Trensurb conseguiu liminar para a manutenção de 100% das viagens durante os horários de pico


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
A paralisação geral que ocorre nesta sexta-feira, convocada pelas centrais sindicais, deve afetar serviços públicos em Porto Alegre e no Interior do Estado. As centrais esperam que a paralisação seja maior que a última, em 28 de abril. O movimento é contrário às reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo Michel Temer, e também pede a realização de eleições diretas já. A reforma trabalhista foi aprovada na quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, por 16 votos a favor, nove contra e uma abstenção. Foi encaminhada com regime de urgência para votação no plenário da Casa.
A principal preocupação diz respeito à ausência de transporte público. Apesar da garantia do Sindicato dos Rodoviários de que os ônibus circulariam normalmente na Capital durante a greve geral, as centrais sindicais decidiram fazer piquetes de bloqueio em frente às garagens desde a madrugada. A tendência, portanto, é que o serviço de transporte público seja paralisado ou, ao menos, restrito.
Em um primeiro momento, o sindicato havia informado que a categoria não iria aderir à greve por não querer ter o dia de trabalho descontado. A Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) afirmou, por meio de nota, que uma possível interrupção no serviço infringe a Lei nº 7.783/89, a qual define o transporte coletivo como serviço essencial. Em resposta ao posicionamento, o diretor estadual da Central Única de Trabalhadores (CUT), Alceu Weber, garante que o protesto está mantido e que "garagens que não estavam bem assistidas serão reforçadas".
O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul (Sindimetrô-RS) também decidiu aderir à greve geral. Nesta quinta-feira, os metroviários da Trensurb realizaram panfletagem nas estações, informando sobre a paralisação.
Nesta quinta-feira, a diretoria da empresa obteve uma liminar junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para a manutenção de 100% das viagens em horário de pico, das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min. Ainda foi fixada uma multa de R$ 15 mil ao Sindimetrô-RS por horário de pico não atendido. 
Os bancos tendem ao fechamento durante toda a sexta-feira. No entanto o Sindicado dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários) alertou que pode haver corte no ponto dos funcionários.
Por votação via consulta eletrônica, 60,1% dos professores de instituições federais de Ensino Superior optaram por participar do ato, portanto não haverá aula. Em relação aos professores estaduais, a orientação do Cpers/Sindicato é para que também participem das mobilizações.
O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) anunciou adesão à greve, o que pode afetar escolas municipais, postos de saúde, hospitais e o policiamento de guardas municipais. Dois atos foram chamados pela entidade, um às 7h, em frente ao Hospital de Pronto Socorro; e outro às 9h, em frente à Secretaria Municipal de Administração. Às 12h, os servidores rumarão para a concentração na Esquina Democrática e, logo depois, ao ato unificado das centrais sindicais, no Largo Glênio Peres.
Na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, as aulas desta sexta estão mantidas "devido ao planejamento acadêmico". A universidade orientou que os alunos que não conseguirem fazer as provas por causa da dificuldade de transporte devem dialogar com o coordenador do curso a fim de buscar uma alternativa.
Profissionais da segurança também decidiram aderir à mobilização nacional. Um ato está marcado para as 10h, em frente ao Palácio da Polícia Civil, na esquina entre as avenidas Ipiranga e João Pessoa.
Em nota, os policiais destacaram que, em um país tomado pela corrupção, aumentar as receitas do governo "às custas dos trabalhadores" significa potencializar ainda mais os esquemas de propina e corrupção. "Também por conta desses desvios, a segurança pública atravessa uma crise imensurável, com falta de investimentos adequados, em diversas áreas estratégicas, como o sistema prisional e a atividade policial propriamente dita."
 
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