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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de junho de 2017. Atualizado às 23h01.

Jornal do Comércio

Geral

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Estatística

Notícia da edição impressa de 30/06/2017. Alterada em 29/06 às 21h43min

IBGE dá início à pesquisa de orçamento em Porto Alegre

Entrevistador se apresentará devidamente identificado com crachá e bolsa

Entrevistador se apresentará devidamente identificado com crachá e bolsa


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Suzy Scarton
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou, nesta semana, a desenvolver a 5ª edição da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, realizada com o intuito de reunir informações sobre a estrutura orçamentária das famílias. O conhecimento adquirido a partir da tabulação dos dados é geralmente utilizado para a formulação de políticas públicas. Receber um pesquisador em casa, portanto, é fundamental para o levantamento das informações.
No caso dos resultados da POF, será possível atualizar os dados e ampliar planejamentos sobre a composição dos gastos familiares por classe de renda, aspectos demográficos e socioeconômicos, consumo alimentar, distribuição da renda, difusão dos bens de consumo duráveis e condição de vida.
A coleta levará 12 meses, com visita a mais de 75 mil residências em cerca de 1,9 mil municípios. Na Capital, serão 572 domicílios. No Rio Grande do Sul, serão 4.035 domicílios visitados em 131 cidades.
As residências são escolhidas por meio de uma amostra mestra, retirada do último Censo Demográfico, de 2010. Desse recorte, foram considerados critérios geográficos, de estratificação, de renda, entre outros, para gerar uma subamostra. Depois, por setor censitário, selecionam-se, aleatoriamente, os domicílios onde serão coletados os dados para a POF. Os resultados serão divulgados em 2019.
O coordenador estadual da pesquisa, Marcelo Malheiros, explica que todas as informações são sigilosas e que nem mesmo o entrevistador, que faz as perguntas, tem acesso às respostas. "Essa é a primeira vez que a captação dos dados será eletrônica. Assim que são inseridos, são criptografados", garante. O temor de uma individualização de dados pode levar à recusa em participar. "São perguntas de cunho econômico - quanto a pessoa ganha, quanto ela gasta, o que faz com o dinheiro -, mas não divulgamos características individuais", explica. Os pesquisadores podem ser identificados pela pasta e pelo crachá do instituto.
O Jornal do Comércio acompanhou um entrevistador na visita a uma família na Cidade Baixa, em Porto Alegre. A entrevistada, que preferiu não se identificar, tinha sido contatada por telefone e aceitou participar da POF. "Já respondi a outras pesquisas no passado. Sei da importância, só assim é possível ter um mapa do Brasil", argumentou. Depois da primeira visita, o entrevistador marcará outras para que, no total, a família responda a sete questionários em um espaço de nove dias.
No primeiro questionário, constam perguntas sobre as características do domicílio. O segundo e o terceiro dizem respeito às aquisições coletivas de longo e curto prazo, e, no quarto, aquisições individuais, na qual cada morador precisa dizer o que consumiu e o que adquiriu, tanto monetariamente quanto não monetariamente. O quinto traz perguntas sobre trabalho e rendimento individual, o sexto, sobre insegurança alimentar, com intenção de captar até que ponto as famílias podem estar vulneráveis à falta de comida, e o sétimo e último diz respeito ao efetivo consumo alimentar (forma de preparo, se comem fora ou em casa).
Após a coleta dos dados, uma equipe multidisciplinar (psicólogos, economistas, geógrafos) analisa os resultados, a fim de verificar a coerência. Malheiros explica que, além de representar a si próprio, o participante representa, também, o município e o estado aos quais pertence. "Por isso é importante receber bem o pesquisador do IBGE, a pesquisa tem um peso social muito grande. A POF foi feita para atualizar a estrutura de ponderação dos índices de preço, então, precisamos saber o que vem sendo consumido para determinar que peso tal produto tem na cesta básica", defende. 
 
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