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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de junho de 2017. Atualizado às 11h20.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 26/06/2017. Alterada em 25/06 às 20h41min

Empresários iniciam reforma em casa de bombas

Igor Natusch
Diante dos frequentes alagamentos, um grupo de empresários resolveu bancar por conta própria a reforma na casa de bombas número 5, localizada no bairro Humaitá, em Porto Alegre. A partir de hoje, começam as intervenções no local, responsável pela drenagem em uma área que vai desde a avenida Sertório até o entorno da Arena do Grêmio.
A unidade conta com cinco bombas. Quatro delas são maiores, com capacidade de 800 cavalos cada uma, e uma menor, com a função de manter o nível do poço que recebe e armazena as águas que serão mandadas de volta para o Guaíba. No momento, apenas duas bombas funcionam parcialmente; as demais estão paradas por falta de manutenção.
"Cada chuva é um Deus nos acuda. Na última chuva, as vilas da região ficaram em situação muito precária, algumas ruas tiveram mais de um metro de acúmulo de água", afirma o presidente da Associação das Empresas dos Bairros Humaitá e Navegantes, Luiz Carlos Camargo. "Nós (empresários) somos muito atingidos pela falta de manutenção, mas não somos os únicos. As pessoas perderam móveis, roupas, tiveram danos em suas casas", enumera. Segundo ele, o Shopping DC Navegantes precisou ficar fechado por cerca de 24 horas, o que acarretou grande prejuízo aos comerciantes.
Em um primeiro momento, o objetivo é colocar as duas bombas paradas em pleno funcionamento, além de consertar o gerador de energia a diesel e fazer reparos nas grades de contenção, que impedem que as águas carreguem lixo para dentro do complexo. Três empresas foram contratadas para o serviço, a um custo de cerca de R$ 100 mil. A primeira medida é o içamento das bombas, que ficam cerca de 2,5 metros abaixo do nível do solo. A previsão é entregar a reforma até o final de julho.
Para tudo funcionar, porém, é necessário que o governo municipal faça sua parte, diz Camargo. "A prefeitura tem deixado claro que não tem dinheiro, então assumimos o conserto. Mesmo que seja obrigação do governo, não podemos apenas ficar reclamando. Mas, agora, esperamos que a prefeitura minimize os problemas nas galerias, nos dutos e bueiros. A água precisa chegar nas bombas", acentua.
O secretário de Serviços Urbanos da Capital, Ramiro Rosário, garante que a prefeitura está agindo para melhorar a situação dos sistemas de drenagem da cidade. Segundo cálculos do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), há um déficit de cerca de R$ 3 bilhões em investimento na rede e no reparo das casas de bombas. "Os aparelhos são dos anos 1960 e 1970, sem manutenção. De 88 bombas, apenas cerca de 40 funcionam em toda a cidade. A situação de todo o sistema de macrodrenagem é muito precária", admite.
A prefeitura, diz o secretário, assume o compromisso de fazer a manutenção das bombas reformadas, além de melhorias e limpezas na rede. Tratando a reforma promovida pela iniciativa privada como "uma grande iniciativa", Rosário diz que novas parcerias serão buscadas, em paralelo à busca de recursos junto ao governo federal. Outras parcerias com a iniciativa privada também estão no horizonte. "Não temos nenhum preconceito. Queremos que todos se unam para a solução dos problemas a cidade."

Reparos em estação deixarão 39 bairros sem água na Capital

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) programou para amanhã um conserto na Estação de Tratamento de Água do Menino Deus. O reparo será efetuado em duas válvulas na entrada dos filtros, que estão quebradas e precisarão ser substituídas. Com isso, 39 bairros da Capital terão interrupção total ou parcial no abastecimento, que deve iniciar em torno das 8h e ir até o começo da manhã de quarta-feira. Em áreas mais altas, o período pode ser ainda maior.
Aproveitando o período de interrupção, o Dmae programou atividades de manutenção de válvulas, registros e ventosas nas estações de bombeamento do sistema. A estação do Menino Deus é composta por um total de 44 bombeamentos para 52 reservatórios, e tem impacto no abastecimento de cerca de um terço da população de Porto Alegre.
arte página 24
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Comentários
Sergio Antonio 26/06/2017 09h28min
"Empresários iniciam reforma em casa de bombas" - Belíssima iniciativa. Por essas e outras que o custo da iniciativa privada SEMPRE é menor. Contratação direta, sem a FAMOSA LICITAÇÃO, que sempre triplica os custos pois são poucas empresas consultadas. A prefeitura deveria dar desconto em impostos para compensar os gastos desses empresários. Talvez esteja aí uma saída para voltar a funcionar os serviços públicos. Parabéns empresários. SMOV, DMAE, DEP, DMLU sentem, vejam e aprendam.