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Porto Alegre, domingo, 04 de junho de 2017. Atualizado às 22h19.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde animal

Notícia da edição impressa de 05/06/2017. Alterada em 04/06 às 18h51min

Hospital veterinário da Ufrgs tem restrição no atendimento

Instituição carece de materiais hospitalares e farmacológicos

Instituição carece de materiais hospitalares e farmacológicos


JONATHAN HECKLER/JC
Isabella Sander
Desde abril, o Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) está com atendimento restrito a apenas alguns serviços. Estão suspensas as internações e cirurgias de todas as espécies de animais e o atendimento de emergência. Os atendimentos por hora marcada e os serviços especializados estão mantidos. O atendimento clínico geral em casos não emergenciais está reduzido.
O motivo da restrição é a falta de materiais hospitalares e farmacológicos. Os materiais são adquiridos através de processo licitatório. “Estamos passando por uma adaptação às novas exigências de licitação. O processo de compra agora demora um pouco mais e, por isso, precisamos restringir alguns procedimentos, pois faltaram insumos”, explica o diretor do HCV, Daniel Guimarães Gerardi. Não há previsão de normalização dos serviços.
Com 30 residentes e 12 médicos veterinários em seu corpo clínico, o HCV possui especialistas em clínica de felinos, dermatologia, fisioterapia, oftalmologia, endocrinologia e metabologia, oncologia, ortopedia e traumatologia, animais silvestres e neurologia. Os profissionais têm trabalhado apenas na parte clínica e no Sistema Único de Saúde (SUS), cedidos para a Vigilância em Saúde e unidades de saúde. Os exames com ultrassom estão mantidos. O aparelho de raio-x está em manutenção. As aulas práticas e da graduação estão ocorrendo normalmente.
Como o hospital é um órgão auxiliar da Ufrgs, pode manter projetos de captação de recursos, como cobrança de consultas, por exemplo. Todos os projetos com recursos financeiros são gerenciados pela Fundação de Apoio da Ufrgs (Faurgs). Alvo da Operação PhD da Polícia Federal em dezembro do ano passado, que investigou fraudes e desvios de recursos envolvendo bolsas de estudo e programas de ensino na área de Saúde Pública, a fundação aumentou as exigências de comprovações por parte de seus fornecedores. Na ocasião, o diretor-presidente da Faurgs, Sergio Nicolaiewsky, foi preso.
Conforme informações da assessoria de comunicação da universidade, as licitações feitas via Faurgs já tiveram seus editais aprovados e o material deverá ser entregue em breve. Entretanto, ainda não há previsão de data específica.
Segundo Gerardi, muitos fornecedores se recusaram a aceitar as maiores exigências do novo processo licitatório e, por isso, houve editais sem interessados, o que atrasou as compras. “A tendência é que os fornecedores se adaptem aos poucos à situação. Alguns materiais já foram comprados”, afirma. O diretor, contudo, assegura que não se trata de um problema de falta de verba, e sim de uma questão administrativa.
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