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Porto Alegre, domingo, 04 de junho de 2017. Atualizado às 18h26.

Jornal do Comércio

Esportes

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campeonato brasileiro

Alterada em 04/06 às 18h29min

Palmeiras perde pênalti, empata sem gols com Atlético-MG e é vaiado pela torcida

Palmeiras e Atlético Mineiro empataram por 0 a 0 neste domingo, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, e continuam patinando no Campeonato Brasileiro. Depois de duas derrotas, o time paulista completou o terceiro jogo sem vitória e soma quatro pontos após quatro rodadas. O mineiro também está na parte de baixo da tabela de classificação, com três. O clube da casa esteve mais perto da vitória, mas perdeu um pênalti com Willian - foi o segundo desperdiçado em dois jogos. No final, vaias da torcida.
Depois de afirmar que o time titular do Palmeiras de 2017 era pior que o do ano passado e de sofrer duas derrotas no Brasileirão, Cuca decidiu mudar o time titular. A principal alteração foi a saída de Felipe Melo para a entrada da Thiago Santos. Contratado no início do ano para deixar a equipe mais cascuda para a Copa Libertadores, o volante compromete o dinamismo do meio de campo. O treinador também barrou o lateral-esquerdo Zé Roberto (o escolhido foi Egídio) e ainda testou Keno no lugar de Borja no ataque. Dudu e Jean foram desfalques por problemas físicos.
Com esta nova formação, o Palmeiras trocou, a grosso modo, a técnica pela velocidade e pela vibração. Aceso e combativo, o time alviverde conseguiu fazer uma marcação pegajosa e impediu os mineiros de colocar a bola no chão. Individualmente, a mudança mais positiva foi a entrada de Keno. Além de criar uma opção interessante de velocidade pelo lado esquerdo, o jogador de 27 anos mostrou porque foi o melhor driblador do Campeonato Paulista mesmo sendo reserva. Com habilidade, ele desmontou o eficiente esquema defensivo dos mineiros e finalizava com perigo A jogada mais importante aconteceu logo aos 16 minutos, quando Keno finalizou no travessão depois de uma jogada bem tramada, com a bola de pé em pé.
Sempre melhor, o Palmeiras teve a sua grande chance no final do primeiro tempo. O árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti, indicando empurrão de Fred no zagueiro Edu Dracena. Na cobrança, Willian bateu e o goleiro Victor defendeu. Foi o segundo pênalti que Victor defendeu de Willian - o primeiro havia sido em 2015, no clássico mineiro, quando o palmeirense atuava pelo Cruzeiro.
O jogo teve um destaque negativo. Times com elencos tão valiosos e com tantos recursos técnicos não podem dar tantos chutões. Os dois abusaram da ligação direta e "pulavam" o meio para chegar ao ataque. Ao menor de sinal de pressão, os zagueiros esticavam o chute longo. Os dois times estão errando passes em momentos importantes para o prosseguimento das jogadas. Isso faz a bola não chegar tanto quanto deveria aos ataques, apesar de boas chances criadas de ambos os lados.
No início do segundo tempo, o Palmeiras voltou ainda mais vibrante. Keno, o melhor jogador da partida, pedalou e cruzou, mas a zaga tirou a finalização de Borja. O Atlético Mineiro tentou voltar ao jogo trocando o seu ataque (Robinho e Fred), que foi inoperante em toda a partida. Entraram Valdívia, que fez a sua estreia, e Rafael Moura. O time alvinegro conseguiu ficar mais com a bola e teve seu melhor momento no jogo. Aos 42 minutos, Maicosuel, substituto do meia venezuelano Otero, quase marcou.
O Palmeiras também perdeu parte de seu ímpeto quando teve de substituir Keno, exausto, por Michel Bastos. A velocidade deu lugar ao toque cadenciado, mas o time deixou de ser contundente e foi vaiado no final da partida.
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