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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de junho de 2017. Atualizado às 23h01.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 30/06/2017. Alterada em 29/06 às 22h29min

Bresser espera pelo apoio de um 'desenvolvimentista'

Deputado Edegar Pretto (e) recebeu o ex-ministro de FHC e Sarney

Deputado Edegar Pretto (e) recebeu o ex-ministro de FHC e Sarney


CACO ARGEMI/CACO ARGEMI/ALRS/JC
Thiago Copetti
Em Porto Alegre, na quinta-feira, para apresentar aos gaúchos o manifesto do Projeto Brasil Nação, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira afirmou que não descarta ver os ideais elaborados por ele (e encampados por intelectuais, como Chico Buarque e André Singer) abraçados por um político que possa levar a mobilização adiante. O perfil para tanto seria de um presidente ou candidato desenvolvimentista, diz o economista.
"Ciro Gomes tem participado de alguns encontros, e sei que concorda com muitas coisas que defendemos. Não todas, mas muitas. O ex-presidente Lula, com quem já falei alguma vezes, também. O que importa é que isso tem de ser discutido desde já e aprofundado em 2018. Tudo que propomos, claro, depende da saída do atual governo (de Michel Temer). Ele é o nosso oposto", diz Bresser, que se define, hoje, como um pensador de centro-esquerda.
Resumidamente, explicou Bresser, ex-ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, o movimento Projeto Brasil Nação trabalha com uma pauta mínima, que inclui responsabilidade e controle fiscal, criação de um conselho ou comitê que ajude a nortear melhor a política cambial do País e poupança interna menos vinculada ao superávit comercial, por exemplo.
"Assim como temos um comitê e uma política para taxas de juros, o Banco Central deveria ter um comitê de política cambial também. Deixar a decisão cambial com o Banco Central é deixar a raposa dentro do galinheiro", alerta Bresser.
Bresser também ressaltou ser contrário a todas as reformas em andamento atualmente no Congresso (com exceção da previdenciária) e destacou a necessidade urgente da reforma política, que ainda não entrou na pauta do Congresso. "Nosso Congresso é um desastre, mas um Congresso reflete seu povo", criticou Bresser.
O economista avalia que as mudanças propostas dependem de uma aliança geral entre trabalhadores e uma parcela da burguesia empresarial ainda preocupada com o desenvolvimento do Brasil. Mas disse sentir falta de um envolvimento maior, e necessário, do setor do agronegócio nos debates nacionais. "O Estado tem que organizar essas burguesias em torno de um projeto. O Brasil não tem um projeto como nação. E não se pode deixar o agronegócio de fora disso, já que é nossa grande riqueza", alertou Bresser.
Outro grande problema nacional, avalia o economista, é a antiga e predominante indexação da economia brasileira. Para ele, os altos índices de indexação de praticamente tudo que ocorre na economia brasileira apenas estimulam e tornam perene a inflação, por exemplo, sem nenhum ganho, nem para trabalhadores, nem empresas. 

CMN mantém juros de referência do Bndes em 7%

O Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), taxa que serve de referência para os empréstimos do Bndes, em 7% para o período entre julho e setembro. A decisão, tomada nesta quinta-feira, foi tomada porque a inflação está sob controle, assim como o risco país, fatores que são levados em conta para o estabelecimento da taxa.
"Tendo em vista que a meta de inflação para 2017 está fixada em 4,5% ao ano, e que a média diária dos índices que medem o risco-Brasil em mercados internacionais no segundo trimestre de 2017 se manteve, na média, praticamente nos mesmos patamares do trimestre anterior, o CMN decidiu pela manutenção da referida taxa", diz comunicado do CMN.
A partir de 2018, os novos empréstimos do banco passarão a ser calculados a partir de uma nova taxa, a TJLP, que a princípio será a mesma da TJLP mas que passará a ser corrigida mensalmente pelo Banco Central.
A correção será feita com base na variação do IPCA (índice de preços ao consumidor) acrescida gradualmente do rendimento real do título público NTN-B com vencimento em cinco anos, que paga aos compradores inflação mais juros. Com isso, o custo dessas operações de crédito deixa de ser uma decisão de governo e passa a acompanhar as taxas de juros de mercado.
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