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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de junho de 2017. Atualizado às 17h44.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 22/06 às 17h49min

Taxas curtas de juros fecham em queda com sinais mais leves de relatório do BC

Os juros futuros de curto prazo sustentaram-se em baixa até o final da sessão regular desta quinta-feira, 22, refletindo a leitura do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e as declarações do diretor de Política Econômica, Carlos Viana. Ambas as leituras vão na direção de que a redução no ritmo de corte da Selic para 0,75 ponto porcentual em julho, que parecia clara para o mercado após o comunicado e ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio, agora já não é tão certa. Os juros longos encerraram em alta moderada, ainda refletindo a cautela com o cenário político, em dia sem novidades vindas de Brasília.
Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (190.965 contratos) encerrou em 8,975%, de 9,015% no ajuste de quarta-feira; a taxa do DI janeiro de 2019 (325.505 contratos) caiu de 9,02% para 8,98%; e a do DI janeiro de 2021 (225.925 contratos) subiu de 10,14% para 10,18%.
O ajuste em baixa, contudo, foi moderado, uma vez que o mercado já vinha se antecipando à possibilidade de um texto "dovish" (mais leve) do Banco Central. "A leitura do RTI fez preço, com a parte curta fechando mais que a longa, mas curva já vinha inclinando nos últimos dias. O relatório deixou em aberto um cenário de redução de 1 ponto e os dados macroeconômicos é que vão definir. O tom foi de que o BC ainda está decidindo", afirmou o economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Melo.
O RTI trouxe revisões em baixa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no cenário de mercado, de 4,0% para 3,8% em 2017 e de 4,6% para 4,5% em 2018. O Banco Central repetiu a avaliação de que "uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado naquela ocasião deveria se mostrar adequada em sua próxima reunião, em julho".
Viana, na apresentação do documento, explicou que o tempo verbal no termo "deveria" foi usado para se referir a um tema decidido no passado. O tempo verbal, continuou, foi escolhido porque os diretores do BC relatam no Relatório de Inflação "o que o Comitê de Política Monetária decidiu na sua última reunião".
O quadro político seguiu trazendo desconforto, como mostra o viés de alta nos juros longos. O mercado mantém o compasso de espera pela votação da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana que vem e pela apresentação de denúncia contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O julgamento sobre as delações premiadas, que continua nesta quinta no Supremo Tribunal Federal (STF), está apenas no radar, sem fazer preço por enquanto. O Supremo já formou maioria para estabelecer que cabe ao relator homologar delações, não ao plenário.
Nos demais ativos, o Ibovespa subia 0,62%, aos 61.135,49 pontos, e o dólar à vista avançava 0,09%, aos R$ 3,3345, no segmento à vista.
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