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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 20h23.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

21/06/2017 - 20h26min. Alterada em 21/06 às 20h29min

Equipe econômica reduz previsão para PIB

Folhapress
O prolongamento da crise política deflagrada pelas acusações contra Michel Temer levou a equipe econômica a reduzir a previsão de recuperação do PIB em 2017.
Em projeções mantidas, por ora, em caráter reservado, ministros e auxiliares do presidente revisaram a estimativa de crescimento de 0,5% para 0,4% este ano.
A variação reflete uma expectativa de desaceleração da retomada esperada para o 4º trimestre, que nas projeções da área econômica caiu de 2,7% para 2,2% em relação ao mesmo período de 2016.
Planalto e Fazenda projetavam que a crise política provocaria redução das estimativas do PIB no último trimestre, mas os impactos só puderam ser quantificados agora.
O cenário mais pessimista para o 4º trimestre se deu pela desconfiança gerada sobre o setor produtivo e o mercado a partir da manutenção da crise -com a sucessão de fatos revelados a partir das delações de executivos da JBS.
Esses efeitos, no entanto, devem ser desprezíveis no 2º e no 3º trimestre.
A revisão para baixo do PIB do ano está em linha com o mercado. Nas últimas semanas, o Itaú Unibanco e o Bradesco reduziram suas estimativas de 2017 para 0,3%.
Tropeços e atrasos das reformas trabalhista e previdenciária desaceleraram a recuperação de investimentos, segundo a equipe econômica, uma vez que esses ajustes são peças centrais da política de austeridade fiscal.
A crise ainda intensificou no mercado o temor de que, para recuperar capital político, o Planalto tome medidas que afetem as contas públicas -como a liberação de emendas parlamentares e a adoção de linhas de financiamento mais generosas.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), minimiza uma possível revisão para baixo das previsões de crescimento. "Reverter uma recessão brutal em meio a um ambiente de embate político e disputa de poder já é um fato positivo."
A meta de Temer, de fato, é entregar um PIB positivo em 2017, como sinal de que sua gestão obteve êxito no esforço de recuperação da economia, após recuos de 3,8% em 2015 e de 3,5% em 2016.
A área política do governo estuda adotar medidas de estímulo, como a ampliação da faixa de isenção do IR, a liberação de linhas de crédito pelo Bndes e políticas de incentivo para serviços e habitação.
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