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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 18h17.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

21/06/2017 - 16h13min. Alterada em 21/06 às 18h19min

Confiança do industrial gaúcho cai em junho e tem o pior resultado em cinco meses

Foi a terceira queda seguida e a mais intensa no indicador, menor valor em cinco meses

Foi a terceira queda seguida e a mais intensa no indicador, menor valor em cinco meses


MARCOS NAGELSTEIN/JC
A confiança do industrial gaúcho calculada pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) caiu 2,9 pontos na passagem de maio para junho, chegando a 52,7. Foi a terceira queda seguida e a mais intensa (-5,7 pontos acumulados) do ICEI-RS, o que o levou ao menor valor em cinco meses. Os dados foram divulgado nesta quarta-feira (21) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs).
De acordo com a pesquisa, a instabilidade política, que provoca incerteza em relação à aprovação das reformas trabalhista e da Previdência, contribui para a queda do índice. “Essa queda na confiança sinaliza que os empresários têm consciência da importância das reformas para o ajuste das contas públicas e a recuperação da economia em bases sustentáveis”, explica o presidente da Fiergs, Heitor José Müller, em nota.
Apesar do resultado ruim em junho, os 52,7 pontos ainda revelam confiança, pois ficaram acima de 50, em uma escala de 0 a 100. Diferentemente do Índice de Condições Atuais, que se manteve em junho praticamente no mesmo nível do mês anterior e passou de 48,8 para 48,5 pontos.
A estabilidade do índice refletiu os comportamentos distintos de seus dois subcomponentes: o que analisa as condições das empresas, que cresceu de 49,2 para 50,5 pontos, e o que mede a condições da economia brasileira, cujo índice caiu de 48 para 45 pontos.
Já nas expectativas para os próximos seis meses, a percepção pessimista do industrial gaúcho se acentuou em junho. Com a maior queda mensal desde fevereiro de 2015, de 4,3 pontos, o Índice de Expectativas chegou a 54,8 pontos, ainda na faixa de otimismo, acima de 50, mas no menor patamar do ano.
O índice associado à economia brasileira caiu 7,2 pontos, de 54,6 em maio para 47,4 em junho, voltando a revelar um sentimento negativo. As expectativas com relação ao futuro das empresas também caíram de 61,5 para 58,8 pontos.
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