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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 21/06/2017. Alterada em 20/06 às 20h23min

Fabricação de móveis recua em abril

A instabilidade continua rondando o setor moveleiro. Segundo a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), após resultados irregulares em janeiro e fevereiro e de uma leve melhora em março, a indústria sofre novamente com os resultados negativos obtidos em abril.
Conforme dados divulgados pelo relatório do Iemi - Inteligência de Mercado, os sinais de melhora apresentados anteriormente não se repetiram, refletindo a instabilidade do cenário econômico e política atual.
A produção de móveis em volumes no Brasil somou 30,5 milhões de peças, o que representou um recuo de 11,8% se comparado aos 34,9 milhões de março de 2017. No Rio Grande do Sul, o resultado também foi negativo: de 6,5 milhões para 5,7 milhões, queda de 11,1%. A produção na indústria de transformação reduziu em 7,1% no mês e 1,8% no ano.
O consumo aparente de móveis no País diminuiu em 11,6%, chegando a 30,2 milhões. No Estado, retrocedeu de 6,2 milhões em março para 5,5 milhões de peças em abril, queda de 10,4%.
O setor de vendas do comércio varejista de móveis foi um dos poucos a manter índices positivos no mês de abril. Em volume de peças, houve alta de 3,7%, porém, queda de 12,2% nos valores das receitas em comparação a março deste ano. O Rio Grande do Sul teve crescimento de 10,5% em volume e queda de 9,1% em valores, no mesmo período.
A geração de empregos teve uma queda de 0,2% para o setor de móveis e se manteve estável na indústria de transformação.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (Caged), foram fechadas 123 vagas de trabalho no setor em âmbito nacional, caindo para 230.681 postos. No Estado também houve queda, com o encerramento de 28 postos de trabalho, consolidando 33.306.
Segundo o presidente da Movergs, Volnei Benini, independentemente dos números negativos, a expectativa é que o cenário melhore ao longo do ano. "Acreditamos na mudança através do trabalho, mesmo com a instabilidade política. As indústrias, apesar da falta de incentivo, estão fazendo a sua parte", avalia o executivo.
 
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