Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 08 de junho de 2017. Atualizado às 18h29.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

mercado financeiro

Alterada em 08/06 às 18h33min

Dólar fecha em baixa de 0,35% em novo dia de cautela e negócios reduzidos

O agenda de eventos extensa e o noticiário variado desta quinta-feira (8), não tiraram o mercado de câmbio do compasso de espera que se arrasta por toda a semana. As dúvidas quanto ao futuro do governo Michel Temer e o andamento das reformas estruturais voltaram a determinar um volume de negócios reduzido, além de alguma instabilidade nas cotações do dólar.
Os investidores dividiram as atenções entre o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o noticiário político doméstico e os eventos da "super quinta-feira" no mercado internacional, que contou com eleições no Reino Unido, reunião do Banco Central Europeu (BCE) e depoimento do ex-FBI James Comey, entre outros.
Pela manhã, o mercado parecia ainda procurar uma tendência para o dólar, que chegou a subir 0,45% na máxima do dia, cotado a R$ 3,2893 no mercado à vista. À tarde, no entanto, um movimento vendedor consolidou o viés de baixa e a cotação fechou aos R$ 3,2632, com queda de 0,35%.
Profissionais do mercado relacionaram o ganho de fôlego do real às sinalizações da maioria dos ministros do TSE de que não iriam incorporar as delações da Odebrecht em seus votos. A notícia a esse respeito foi comemorada por aliados do presidente Michel Temer e também pelos apoiadores da ex-presidente Dilma Rousseff. A sinalização foi recebida como um reforço nas apostas de absolvição da chapa eleitoral de 2014.
"Essa leitura de que não haverá a cassação da chapa já prevalecia desde ontem, reforçando a teoria de que a continuidade do governo Temer trará menor instabilidade política e maior chance de aprovação das reformas", disse Cléber Alessie Machado, operador da Hcommcor corretora. "A verdade é que o cenário permanece muito nebuloso, porque o mercado de fato não sabe qual será o melhor cenário para as reformas: se a saída ou a permanência do presidente", disse.
Com o resultado de hoje, o dólar acumula alta de 0,28% na semana e de 4,12% desde a deflagração da atual crise política, no dia 17 de maio, com a divulgação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia