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Porto Alegre, terça-feira, 06 de junho de 2017. Atualizado às 15h39.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

06/06/2017 - 15h44min. Alterada em 06/06 às 15h45min

Atividade da indústria gaúcha cai pela segunda vez seguida em abril, aponta Fiergs

Ante resultados de abril de 2016, atividade do setor retraiu ainda mais, e pela 38ª vez consecutiva

Ante resultados de abril de 2016, atividade do setor retraiu ainda mais, e pela 38ª vez consecutiva


MARCO QUINTANA/JC
A atividade da indústria gaúcha registrou queda no início do segundo semestre do ano, conforme dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em abril, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), na comparação com março, caiu pela segunda vez consecutiva (-1,2%), na série com ajuste sazonal.
O nível de atividade no quarto mês do ano foi o segundo mais baixo da série iniciada em 2003, o que pode ser explicado, em parte, pelo calendário: abril teve cinco dias úteis a menos do que março. "Os indicadores revelam que a esperada reação da indústria ainda não aconteceu, por causa de uma série de fatores. Entre eles, a persistente retração da demanda interna, dos investimentos e do consumo", explica o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
Ao comparar os resultados de abril deste ano com os do mesmo mês de 2016, a atividade industrial retraiu ainda mais, e pela 38ª vez consecutiva: 3,9%. Contribuiu para isso o fato de abril de 2017 ter dois dias úteis a menos. No primeiro quadrimestre de 2017, a atividade acumulou retração de 2,7% em relação ao período equivalente no ano passado. Quase todos os indicadores caíram: faturamento real (-4,4%), horas trabalhadas na produção (-4,1%), compras industriais (-4,2%), emprego (-2,1%) e UCI (-0,4 p.p). A única exceção foi a massa salarial, que subiu 0,3%.
Em nota, a Fiergs aponta que a oscilação mensal da atividade industrial do Rio Grande do Sul nos últimos seis meses não aponta qualquer tendência para os indicadores, que estão em níveis muito próximos de seus pisos históricos. Segundo Müller, a atenuação das taxas negativas nas formas de comparação mais longas confirma apenas que a indústria parou de cair no período, e segue com um processo de estabilização.
"O cenário de retomada da atividade nos próximos meses está mantido, baseado nas reduções da taxa básica de juros e da inflação, no retorno da confiança e incremento das exportações industriais. Porém, senão ameaçada, deverá ser ainda mais lenta e gradual do que a prevista. Ressalte-se que a incerteza sobre a aprovação das reformas, suporte da recuperação da economia brasileira, aumentou muito diante do agravamento da crise política em maio", destaca Müller.
Entre os componentes do IDI/RS, o recuo de 8,3% no faturamento real foi o principal responsável pelo desempenho negativo no mês. A indústria gaúcha em abril também registrou quedas nas horas trabalhadas na produção (-1,2%) e na utilização da capacidade instalada-UCI (-1,1 p.p), em relação a março. Registraram crescimento as compras industriais (2,2%) assim como a massa salarial real (0,4%). O emprego ficou praticamente estável (0,1%).
Dez dos 17 segmentos industriais pesquisados registraram queda na atividade no ano. Os principais impactos negativos vieram de Veículos automotores (-9,3%), Alimentos (-4,8%) e Tabaco (-6,4%). O destaque positivo ficou com Couros e calçados (1,1%), Químicos e derivados de petróleo (1,2%), Produtos de metal (2,7%) e Máquinas e equipamentos (0,8%).
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