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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 20h45min

App que devolve dinheiro de compras chega a Porto Alegre

Para receber percentual de volta, é preciso utilizar máquina da Méliuz

Para receber percentual de volta, é preciso utilizar máquina da Méliuz


MÉLIUZ/MÉLIUZ/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
O aplicativo de cashback Méliuz, que devolve ao consumidor parte do valor gasto em restaurantes, bares e lojas de e-commerce, começa a operar oficialmente hoje em Porto Alegre e Gramado. Neste primeiro momento, já são mais de 200 estabelecimentos parceiros, como Applebee's, Rede Vip 24hs de postos de gasolina, Casa di Paolo, Vila Crespo e Tri Taxi Aéreo.
Para receber o dinheiro de volta nas lojas, o consumidor só precisa pedir para pagar suas compras usando a máquina de cartão do Méliuz. O equipamento opera para crédito e débito (Visa e Mastercard). Após a conclusão do pagamento, basta digitar o número do celular com DDD, e o dinheiro devolvido aparece na conta do Méliuz. Ao completar R$ 20,00, o cliente pode solicitar o resgate, por meio do site ou do aplicativo, e receber o valor direto na sua conta bancária sem pagar nada por isso.
O mínimo que o usuário recebe de volta é 5% do valor total da compra feita - em média, os estabelecimentos devolvem 10%. O percentual depende da negociação feita pela empresa com cada restaurante ou e-commerce. Em algumas situações, as promoções são mais agressivas, com retorno de 50% a 100%, geralmente investimento de marketing da empresa e do estabelecimento.
Aliás, foi uma destas ações que, na semana passada, gerou tumulto na Churrascaria Galpão Crioulo, em Porto Alegre. A promessa de reembolsar 100% o valor do almoço levou a uma procura de clientes muito acima do esperada. A máquina do Méliuz ficou sobrecarregada, e os clientes foram proibidos de sair do restaurante durante um tempo até que conseguissem efetuar o pagamento, o que causou indignação. "Foi uma ação de teste da plataforma, então é passível de algum erro. Mas autorizamos que os pagamentos fossem feitos em qualquer outra máquina, e tudo se resolveu. A última coisa que queremos é que os nossos clientes fiquem insatisfeitos", relata o diretor de Operações da empresa, Lucas Marques.
Passado esse susto inicial, a meta do Méliuz é chegar a 300 parceiros até final do ano em Porto Alegre. No primeiro semestre, a empresa deve finalizar a implantação do sistema de cashback em mais de 10 mil parceiros em todo o Brasil, como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Para isso, vai investir mais de R$ 80 milhões na expansão do negócio em 2017.
O Méliuz surgiu em 2011 e, nos seus primeiros anos de vida, atuava apenas on-line. O usuário entrava no site, escolhia a loja parceira, comprava algum produto e, em seguida, o Méliuz recebia a notificação da loja, que pagava a comissão. Até 2016, foi gerado mais de R$ 1 bilhão em vendas para as lojas parceiras e devolvidos R$ 28 milhões aos usuários.
A meta é repetir no mundo físico o sucesso do on-line. De acordo com o executivo, o varejo usa pouca tecnologia e, ao adotar esse aplicativo, passa a usufruir de serviços de geolocalização, recomendação e outros benefícios, o que lhes permite criar novas estratégias junto aos seus clientes. "Percebemos que existia uma carência grande de lojas e bares de utilizar as ferramentas de marketing digital. Por isso, resolvemos apostar nesse nicho", explica. O aplicativo é gratuito e está disponível para download na App Store e no Google Play.
Criada por Ofli Guimarães e Israel Salmen, em 2011, a empresa possui hoje mais de 170 funcionários. No ano passado, alcançou a marca de R$ 1 bilhão em vendas e fechou o ano com um aumento de 250% no volume de compras feitas no site. Para as lojas, o benefício que estes aplicativos de cashback oferecem é o de levar clientes para o estabelecimento.
Em 2015, o Méliuz recebeu um investimento do empresário francês Fabrice Grinda, que atua como investidor-anjo de startups de potencial. Esse mesmo investidor foi um dos criadores da OLX e investidores das startups Alibaba e Uber. Neste mesmo ano, a Méliuz também recebeu investimento de mais quatro investidores, entre eles Julio Vasconcellos, do Peixe Urbano.
 
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