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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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gestão

Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 22h37min

Petrobras quer nível mais rígido de governança

Segundo Pedro Parente, selo da B3 deverá reduzir custo de captação

Segundo Pedro Parente, selo da B3 deverá reduzir custo de captação


/MARCELO CAMARGO/ABR/JC
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou ontem que a petroleira iniciou estudos para adesão ao nível 2 de listagem de ações na bolsa, que tem regras de governança mais rígidas. O anúncio foi feito durante evento para investidores realizado na B3, controladora da bolsa de valores brasileira. Parente afirmou ainda que a empresa protocolou na sexta-feira, dia 2, pedido para adesão ao sistema de governança de estatais da B3.
Segundo ele, é a primeira estatal a manifestar interesse em participar do sistema. "Enfrentamos a crise ética da Operação Lava Jato. Fizemos uma chamada para melhorar nossa governança, criamos mecanismos para nos adequarmos ao mercado e para o controle da corrupção", afirmou.
Parente ressaltou ainda que a adesão aos dois programas da B3 cria barreiras para "eventuais práticas que possam vir a ser tentadas no futuro que coloquem em risco a independência da empresa". "Pretendemos fazer com que a gestão da empresa seja bem-sucedida em mostrar que o funcionamento da governança conforme está estabelecida é a que melhor atende a seus investidores para que as coisas que aconteceram no passado não aconteçam no futuro", reforçou.
Parente diz que a estatal trabalhou mais de um ano para se candidatar ao programa de governança da B3. "Temos que estudar possíveis repercussões ou medidas precisaríamos fazer para que a gente possa alcançar a possibilidade de passar para o nível 2 no Novo Mercado, mas vamos trabalhar nessa direção", ressalta.
Ele diz esperar que o selo de governança da B3 traga benefícios de imagem, mas também ajude a reduzir o custo de captação da empresa. Em maio, a estatal captou US$ 4 bilhões no mercado internacional, por meio da emissão de títulos da dívida.
O nível 2 de negociação exige ao menos 25% de ações em livre circulação no mercado, e o presidente do conselho não pode acumular este cargo com o de principal executivo da companhia, entre outros requisitos.
Já para aderir ao Programa Destaque em Governança de Estatais as empresas precisam ter um mínimo de 30% de membros independentes no conselho de administração, além de diretrizes sobre sua composição, bem como a da diretoria e a do conselho fiscal.
Parente também defendeu a política de reajuste de preços adotada pela empresa desde outubro do ano passado, mas indicou que a frequência dos reajustes pode não ser a mais adequada. Em outubro de 2016, a estatal anunciou a criação do grupo executivo de mercado e preços, que se reuniria uma vez por mês para avaliar o cenário para o petróleo e decidir sobre os preços de combustíveis.
A intenção era manter uma paridade com o mercado internacional e garantir uma margem para a empresa. Segundo Parente, apesar de a periodicidade ter melhorado a "capacidade de reação da Petrobras, talvez não seja a ideal para um mercado em que as condições mudam todos os dias". Ele confirmou que a estatal atua com uma margem em relação à paridade internacional, mas não quis especificar de quanto é essa diferença.
Em resposta a uma eventual influência do Planalto após as eleições de 2018 na política de preços a estatal, o presidente da Petrobras ressaltou que a liberdade na definição dos reajustes é essencial para que consiga alcançar os resultados pretendidos. "Essa é uma das mais relevantes discussões no âmbito desse processo e tão logo a gente tenha um modelo definido, esperamos ter uma resposta adequada e que traga a visão de que realmente essa questão foi adequadamente endereçada", diz.

Companhia petrolífera inclui fatia na Braskem em seu plano para venda de ativos

Estatal tem 36,1% do capital total e 47% do votante da petroquímica

Estatal tem 36,1% do capital total e 47% do votante da petroquímica


/BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
A Braskem é um dos ativos que fazem parte do plano de parcerias para desinvestimentos elaborado pela Petrobras no segmento petroquímico, confirmou a estatal ontem. "Como está no nosso plano estratégico a saída dos ativos do segmento petroquímico, então a Braskem faz parte, é um dos ativos do segmento petroquímico, e faz parte do plano de parcerias em desinvestimento", afirma Ivan Monteiro, diretor executivo da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores da estatal.
A petroleira tem 36,1% do capital total da Braskem e 47% do votante. A Petrobras tem como sócia na empresa o grupo Odebrecht, com 38,3% do capital e controlador da companhia, com 50,1% do capital votante. O Bndes é dono de 0,5%, e o restante é negociado em bolsa de valores.
Pedro Parente, presidente da estatal, disse que, nos próximos meses, deve ser anunciado um conjunto de ativos para desinvestimentos, e entre eles estará a refinaria de Pasadena. No final de maio, Parente afirmou que já houve interesse pela refinaria, mas a venda depende ainda de aprovação do TCU (Tribunal de Contas da União). "Até o final do ano estamos prevendo 30 oportunidades de desinvestimento, sendo que metade prevista para os próximos três meses", diz Parente, que não confirmou se Pasadena está nesse pacote inicial.
Monteiro também abordou a possibilidade de uma oferta pública de ações da BR Distribuidora, outro ativo que a estatal quer vender. "Houve uma recuperação muito forte no mercado de renda variável no Brasil, tem despertado a atenção dos investidores, tivemos uma série de operações e sabemos que tem uma série de operações em andamento, sendo arquivadas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários)", diz.
O plano de desinvestimento da Petrobras no período de 2017 a 2021 prevê a venda de ativos que gerem US$ 19,5 bilhões. Neste ano, a empresa espera arrecadar US$ 15 bilhões com estas operações.
Além da petroquímica, a estatal quer vender a BR Distribuidora, a Liquigás, empresas do setor de biocombustíveis, entre outras, para reduzir seu endividamento. A meta da empresa é diminuir a relação dívida líquida/ebitda (medida de geração de caixa) de 5,1 em 2015 para 2,5 em 2018. No primeiro trimestre do ano, essa relação era de 3,2.
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