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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 16h15.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 05/06 às 16h16min

Após ataques terroristas, ouro fecha em alta pela segunda sessão seguida

 
O ouro fechou com ganhos pela segunda vez consecutiva nesta segunda-feira. O metal foi apoiado no momento em que os mercados globais absorviam a novidade dos ataques terroristas do fim de semana em Londres. Além disso, investidores preparavam-se para a reunião do Banco Central Europeu (BCE) e também para a eleição geral do Reino Unido, ambos na quinta-feira.
O ouro para entrega em agosto fechou em alta de US$ 2,50 (0,20%), a US$ 1.282,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
O fechamento foi o mais alto desde 21 de abril para o contrato. Além da cautela com os atentados, os mercados monitorarão nesta semana o depoimento ao Congresso de James Comey, ex-diretor do FBI, também na quinta-feira.
O fato de que o relatório mensal de empregos (payroll) veio abaixo da expectativa nos EUA, na sexta-feira, também impulsionou o apetite pelo ouro. Com o dado, alguns investidores passaram a questionar mais a capacidade do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter o ritmo no aperto monetário gradual.
"Operadores devem continuar a favorecer o complexo dos metais preciosos nesta semana, já que aumentam as tensões políticas e dados econômicos modestos nos EUA deixam o mercado cético sobre as altas de juros futuras", afirmou Bart Melek, diretor de estratégia de commodities da TD Securities em Toronto.
O ouro não paga retorno, por isso quando ocorre uma alta de juros se torna menos atraente em comparação com ativos que rendem retornos.
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