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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de junho de 2017. Atualizado às 23h52.

Jornal do Comércio

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Jaime Cimenti

Livros

Notícia da edição impressa de 16/06/2017. Alterada em 14/06 às 18h29min

Versão moderna de A lei do triunfo

As 16 leis do sucesso - O livro que mais influenciou líderes e empreendedores em todo o mundo (Faro Editorial, 304 páginas, R$ 49,90), clássico mundial de Napoleon Hill, comentado e adaptado pelo jornalista, filósofo, pesquisador e escritor brasileiro Jacob Petry, mostra uma versão moderna do lendário livro A lei do triunfo (The law of sucess), obra que é considerada uma das maiores de todos os tempos no campo da realização pessoal e da psicologia aplicada.
Jacob Petry graduou-se em filosofia pela Unijuí com enfoque em Karl Popper e aprofundou estudos em Sócrates, Platão, Rousseau e Nietzsche. É considerado um dos maiores conhecedores de Napoleon Hill no mundo. Petry escreveu vários livros, entre os quais: Poder & manipulação; Grandes erros; e Singular- O poder de ser diferente, este com o sociólogo Valdir R. Bündchen, pai da modelo Gisele.
Originalmente, A lei do triunfo foi publicada com 1.128 páginas em 1928 pela Ralston University, em oito volumes. A versão contemporânea de Petry apresenta, de forma prática, em forma de curso, as 16 lições originais de Napoleon Hill. A partir de uma iniciativa de Andrew Carnegie, um dos homens mais ricos e influentes de todos os tempos, Hill entrevistou mais de 500 grandes líderes do seu tempo e necessitou de cerca de 20 anos para concluir seu gigantesco trabalho, que permanece atual.
Crie um propósito; a mente mestra; autoconfiança; o hábito da economia; iniciativa e liderança; explore sua imaginação; alimente seu entusiasmo; autocontrole; faça sempre mais que o exigido; desenvolva uma personalidade agradável; pense com precisão; concentração; cooperação; aprenda a tirar proveito dos fracassos; tolerância e a regra de ouro são as 16 lições-leis do sucesso que Petry apresenta no volume.
Algumas máximas de Napoleon Hill: quem não tem um propósito de vida dissipa suas energias, dispersa seus pensamentos e jamais chegará ao triunfo; a riqueza, quando chega, vem tão rapidamente e com tal abundância que nos perguntamos onde se escondia durante os tempos difíceis; sem o poder para transformá-los em ação, os planos de nada servem; quem não vê grandes riquezas na imaginação jamais as verá em sua conta bancária.
Nesta obra, Petry condensou, pela primeira vez na história, o conhecimento e a sabedoria de Hill, com o propósito de oferecer um passo a passo simples, objetivo e prático de suas lições. Hoje, como nos dias de sua publicação original, o livro segue importante, não só para empresários, mas para líderes em geral e pessoas que pretendam ter sucesso, felicidade e riqueza em suas vidas.

lançamentos

A sobrancelha é o bigode do olho - Uma autobiografia inventada do Barão de Itararé (Melhoramentos, 120 páginas), do jornalista, escritor, dramaturgo e roteirista Ivan Jaf, retoma, com criatividade, frases do Barão (Apparício Torelly), que acompanhou a ditadura de Vargas. A obra traz cartuns de Orlando.
Cara da foto - Um guia não tradicional para se capturar fotos espetaculares com qualquer equipamento (Alta Books, 218 páginas), de Rodrigo e Ricardo Polesso, criadores do site Cara da Foto, mais de um milhão de seguidores, quer inspirar, surpreender, motivar e ensinar com textos ágeis e belas fotos.
O louco no espelho (Editora Bestiário, 136 páginas) apresenta crônicas do caxiense Lúcio Humberto Saretta, autor de Alicate contra diamante (2007) e Lições de barbearia (2013). Boxe, manias de gaúchos, futebol e outros temas do cotidiano são tratados com sensibilidade, tentando nos tornar humanos de novo.
 

Memórias da mesa

Comer e dormir, a segunda e a terceira coisas mais importantes da vida. Ou a primeira e a segunda ou a segunda e a primeira, como queiram, queridos leitores. Esta coluna é democrática e republicana. O alimento é o primeiro prazer das pessoas e o último. Do leite da mamãe até a papinha dada pelos filhos ou enfermeiras, no caminho da vida, o comensal curte milhões de prazeres gustativos, táteis, olfativos e visuais.
Modéstia à parte, nasci na eterna Bento Gonçalves, presente que Deus ofereceu ao mundo, sem demérito, claro, de cidades próximas que valorizam ainda mais Bento e de outras distantes, como Londres, Nova Iorque, Rio e Paris. Toda vez que degusto um cacho de uva, lembro de Bento. Bento em forma de grãos doces. Quando não é época de uva, lembro também.
Lá pelo outono aparecia uma nonna gordinha, já bem idosa, cabelos brancos nevados e coque, com a grande cesta de vime cheia de caquis chocolate e manteiga. A cada ano, ela ficava mais vergada, mas sempre vinha, pontual como o frio. Aparece até hoje e deve estar oferecendo frutas para o São Pedro e a galera lá do andar de cima.
Da colônia vinham moças bonitas sentadas, femininas, de lado, nas selas das mulas. No lombo da mula, cestos com as saudáveis delícias rurais: queijos, salames, copas, batatas, cebolas, abobrinhas, cenouras, laranjas, bergamotas, uvas, alfaces, radicci, ovos, pão e outras gostosuras mais. Domingos de manhã, nossos queridos amigos Benedetti, antes de irem para a missa, nos deixavam ricota fresca.
Domingo, aliás, era dia de comer galinha assada com salada de batata com maionese. Angelina, nossa empregada, buscava no galinheiro e matava, no sábado, a vítima do dia seguinte. O almoço era depois da missa e do passeio no Centro. Depois do almoço, a catequese e os filmes do Gordo e Magro, Tarzan, Três Patetas, Carlitos, Joselito e etc no Cine Popular. Quem ia na catequese pagava ingresso menor. Esse foi um inestimável mimo que a Santa Igreja Católica nos deu. Ah, tinha que se confessar no sábado e ficar de jejum no domingo para a comunhão. Na catequese, a irmã nos mostrou o quadro "A morte do pecador": um moribundo no leito, acompanhado por uns diabos terríveis. Até hoje tento dormir, tirando aquilo na cabeça e ficando longe dos pecados. Um dia consigo.
Minha mãe, italiana, excelente cozinheira, sem ostentação, servia o primeiro prato no prato fundo: risoto, massa ou sopa, quase sempre. O segundo prato, no prato raso: carne, saladas e alguma guarnição. De sobremesa, no geral, frutas da estação. Pouquíssimos enlatados, conservantes e outras artificialidades. Alguns ingredientes eram de nossa própria horta. Sábado de noite, pizza caseira. Era ótimo, mas tinha um chato para comer, lá em casa, que reclamava. Sempre tem. Não era eu. Arroz e feijão só a cada 20 dias. Para nós era iguaria. De vez em quando tomava vinho com água e açúcar e aí curtia um baratinho.
No dia da crisma dos três irmãos, pintou um faisão no forno, com as penas da cauda. Vinte pessoas na mesa, só uma provinha simbólica para cada um, mas valeu.

a propósito...

Já dei umas circuladas pelo planeta. Mas se no hospital, em casa nos últimos dias de vida ou antes de ir para a cadeira elétrica me perguntassem o que eu gostaria como última refeição nesta vida, não teria nenhuma dúvida: pão colonial de forno de pedra, queijo, salame e copa, sopa de capeletti feitos com massa caseira com ovo caipira e recheio e caldo de galinha caipira, mais muita noz-moscada, galeto crocante por fora e macio por dentro com altas doses de sálvia, acompanhado de polenta brustolada na chapa e radicci com bacon. De sobremesa, sagu de bolinhas gigantes e vinho bom ou creme de leite com ameixas pretas, igual ao que minha mãe fazia nos domingos. Comida de mãe, ninguém esquece, mesmo quando seria melhor esquecer. (Jaime Cimenti)
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