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Porto Alegre, domingo, 14 de maio de 2017. Atualizado às 22h33.

Jornal do Comércio

Política

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Lava Jato

Notícia da edição impressa de 15/05/2017. Alterada em 14/05 às 21h41min

Força-tarefa não exigiu troca de defesa de ex-ministro Antonio Palocci

Os novos advogados do ex-ministro Antonio Palocci (PT) informaram ontem que a força-tarefa da Operação Lava Jato não fez "qualquer exigência, nem sequer mínima alusão" para que o petista trocasse de defesa como condição para negociar delação premiada. Palocci trocou seu quadro de defensores na sexta-feira passada.
Desde o início da Lava Jato - e também em outras causas de grande repercussão -, ele era representado pelo criminalista José Roberto Batochio, de São Paulo.
Preso desde setembro de 2016 na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato, o ex-ministro já é réu em duas ações penais, uma delas sobre propinas de R$ 128 milhões que teria recebido da empreiteira Odebrecht - parte do valor supostamente repassado para o PT.
Diante do risco de permanecer na cadeia por uma longa temporada - a exemplo de seus pares do PT, como João Vaccari Neto, sob custódia desde abril de 2015 -, Palocci decidiu buscar acordo de delação premiada e abriu mão de Batochio.
Batochio é um veterano da advocacia que rigorosamente não atua em demandas de delatores. Na própria Lava Jato, ele saiu da defesa do lobista Julio Camargo, que fez delação e revelou propina de US$ 5 milhões para o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Palocci contratou o advogado Adriano Bretas, defensor de outros alvos da Lava Jato que escolheram a delação como atalho para deixar a prisão.
A mudança teria sido uma exigência dos procuradores do Ministério Público Federal para iniciar a negociação. Os procuradores teriam imposto a troca da defesa, o que é negado com veemência pelo escritório Bretas. Eles também teriam recomendado a Palocci que desistisse do habeas corpus.
Em nota divulgada neste domingo, o Bretas Advogados, estabelecido em Curitiba - base da Lava Jato -, fez um esclarecimento público, no qual destaca que "a ética conduz e sempre conduziu seus trabalhos". O texto é subscrito pelos advogados Adriano Bretas, Tracy Reinaldet, André Pontarolli e Matteus Macedo.
Eles observam que o advogado que os antecedeu "sempre anunciou publicamente que, dependendo da alternativa escolhida pelo cliente na estratégia de sua defesa, renunciaria à causa".
"Não houve qualquer exigência, nem sequer mínima alusão, por parte do Ministério Público Federal ou da Polícia Federal, na contratação ou destituição deste ou daquele escritório", sustentam Bretas e sua equipe. "Tal escolha foi feita por livre vontade do sr. Antonio Palocci Filho."
"Desistir ou prosseguir no habeas corpus é uma escolha livre e exclusiva da defesa, muito menos 'exigência', do Ministério Público Federal, da Polícia Federal ou de quem quer que seja."
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