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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Política

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gestão pública

Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 09/05 às 21h00min

Porto Alegre não é exceção, afirma Busatto sobre dívida

Secretário diz que quer "resolver finanças" da capital até 2018

Secretário diz que quer "resolver finanças" da capital até 2018


ARFIO MAZZEI/DIVULGAÇÃO/JC
Carlos Villela, especial para o JC
"Porto Alegre não é uma ilha apartada do Rio Grande do Sul", disse Leonardo Busatto para um salão cheio de empresários durante um almoço nesta quarta-feira. Em evento na Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), o secretário municipal da Fazenda apresentou slides em dois telões nos quais destrinchou os números das dívidas municipais.
O presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira, apresentou Busatto como "jovem destemido", e destacou a peculiaridade da vinda do secretário não ter partido de um convite da associação, e sim do próprio Busatto ter se oferecido para apresentar o cenário financeiro. Também acompanhavam o evento o secretário de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário (PSDB), e Cézar Busatto (PMDB), pai de Leonardo e ex-secretário de Governança Local na administração de José Fortunati (PDT).
Dentre os dados apresentados por Busatto após o término do almoço, os que mais causaram burburinho nas mesas foram os valores das dívidas das obras inacabadas da Copa do Mundo (R$ 282 milhões para concluir o que falta, e R$ 45 milhões ainda não pagos para obras já iniciadas), e os R$ 357,7 milhões em precatórios a serem pagos, sendo R$ 237,7 milhões desse valor para uma única dívida judicializada, a respeito de uma desapropriação não indenizada feita no início dos anos 1990 no Morro do Osso.
De acordo com o secretário, os problemas financeiros de Porto Alegre são tanto frutos da crise econômica brasileira e gaúcha quanto resultados de "escolhas feitas ao longo dos anos" pelas últimas administrações.
Também ressaltou o problema da Previdência municipal, afirmando que a contribuição por regime capitalizado, implantada em 2001, vai "muito bem, obrigado", enquanto as contribuições de servidores que recebem aposentadoria através de recursos públicos representam um problema sério para os cofres da prefeitura.
O conteúdo dos outros slides trazia dados já apresentados pelo secretário em suas duas idas à Câmara Municipal de Porto Alegre nos últimos meses, uma como convidado e outra como convocado, confrontando dados com o ex-secretário da Fazenda Eroni Numer.
Busatto diz que os projetos de reestruturação econômica capitaneados por sua secretaria, e uma das principais bandeiras do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) após assumir o cargo, visam "resolver as finanças de Porto Alegre até o final de 2018".
O secretário definiu a primeira leva de projetos enviados à Câmara como exemplo de "duas frentes", a redução estrutural de despesas e o combate ao não pagamento de tributos municipais. O próximo lote do pacote, segundo Busatto, tem como focos continuar a redução de despesas, além de aumentar a arrecadação.
Questionado sobre o envio desses projetos para a Câmara, o secretário disse que não há uma data certa nem se tem intenção de defini-la sem que os projetos estejam devidamente prontos "para não gerar expectativas", mas que eles serão enviados para o Legislativo até o final de junho.
 
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