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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 20h56min

Polícia Federal prende ex-gerentes da Petrobras

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, a 40ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Asfixia, e prendeu ex-gerentes da Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), eles faziam parte da área de uma subdivisão da diretoria de Serviços e Engenharia, responsável por gás e energia, e receberam mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras e de consultorias que atuavam como operadoras financeiras.
Em troca desses pagamentos, os ex-gerentes beneficiavam as empreiteiras em contratos com a Petrobras por meio de direcionamento de licitação. O grupo fraudou, de acordo com a Procuradoria, mais de uma dezena de concorrências de grande porte da estatal.
Até agora, não há indícios de que o dinheiro foi destinado a financiamento de partidos, mas a possibilidade não é descartada pela delegada Renata da Silva Rodrigues, uma das responsáveis pelo caso.
Os presos temporários (por até cinco dias) desta quinta-feira são os ex-gerentes Márcio de Almeida Ferreira e Maurício Guedes de Oliveira. Um terceiro fechou acordo de colaboração com a Lava Jato. Também há sócios das duas empresas que fizeram os pagamentos, Marivaldo do Rozario Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes, presos preventivamente.
Além da Petrobras, os principais alvos dessa fase da operação são as empresas Arxo e Liderroll, que prestavam consultoria para empreiteiras fornecedoras da subdivisão da área de serviços da estatal. Segundo a Polícia Federal, elas eram as operadoras das propinas pagas aos ex-diretores.
Essas empresas prestavam serviços para empreiteiras já envolvidas na investigação da Lava Jato, como Queiroz Galvão, Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Carioca, Galvão Engenharia, Mendes Júnior e outras.
Os contratos investigados, no total, têm um valor de R$ 5 bilhões, e era cobrado 1% de propina sobre eles. As apurações usaram depoimentos de delatores e quebraram o sigilo bancário, fiscal e telemático dos investigados. Eles teriam recebido propina até 2016, mesmo após a deflagração da Lava Jato. Um dos delatores é o ex-gerente da área de Gás e Energia Edison Krummenauer, que recebeu R$ 15 milhões no esquema.
Segundo os investigadores, o esquema prosseguiu até junho de 2016, mesmo após a deflagração da Lava Jato e a saída dos suspeitos de seus cargos na empresa.
 
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