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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 22h56.

Jornal do Comércio

Política

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STF

Notícia da edição impressa de 04/05/2017. Alterada em 03/05 às 21h15min

Maioria do STF permite que Fernando Pimentel seja processado sem o aval da Assembleia

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, ontem, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não precisa de autorização prévia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para tornar réu e julgar governadores do estado.
A Corte retomou, na tarde de ontem, o julgamento de uma ação do partido Democratas que pede que o recebimento de denúncia contra o governador não seja condicionado ao aval de deputados estaduais. Já se manifestaram nesse sentido os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apenas o ministro Dias Toffoli votou em sentido contrário até agora.
O ministro Alexandre de Moraes, com quem o julgamento retomou, chamou de "norma-obstáculo" a necessidade de autorização prévia prevista em algumas constituições estaduais, e afirmou que ela é uma "degeneração que atentou contra uma das cláusulas pétreas da Constituição Federal: a separação dos poderes".
"A norma-obstáculo prevista nessas constituições estaduais acabou por subtrair o exercício da jurisdição penal do Superior Tribunal de Justiça nas hipóteses referentes aos governadores de estado. A degeneração do espírito desta norma em sua aplicação concreta desvirtuou totalmente sua configuração original, resultando sua utilização prática um verdadeiro escárnio aos princípios regentes da República, com a clara, flagrante e ostensiva finalidade de criação, por parte dos governos estaduais, de um verdadeiro escudo protetivo para prática de atividades ilícitas pelos chefes dos Poderes Executivos estaduais", afirmou Moraes, acompanhando o relator, ministro Edson Fachin.
"Não é uma questão de certo ou errado, mas de muitas vezes a interpretação ser produto do seu tempo, e acho que, no tempo atual, das 52 solicitações feitas (a Assembleias Legislativas) pelo Superior Tribunal de Justiça (para processar governadores de todo o País), mais da metade nem foi respondida", destacou Barroso ao defender a dispensa de autorização prévia.
 
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