Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 15 de maio de 2017. Atualizado às 13h06.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 09/05/2017. Alterada em 08/05 às 21h16min

Lucro ou arrecadação?

Gabriel Souza
Na proposta sobre privatizações ou federalizações que o governo do Estado encaminha na Assembleia Legislativa temos três estatais: duas deficitárias (CEEE e CRM) e uma superavitária (Sulgás). Mas por que o governo gostaria de se desfazer da Sulgás, uma empresa que dá lucro? A resposta vem com outra pergunta: o Estado precisa de lucro ou arrecadação? Sim, porque há diferença entre os dois conceitos e arrecadar é necessário para o Estado financiar as despesas públicas nas áreas importantes para os cidadãos. Vejamos, a Sulgás é a proprietária da concessão de gás no Rio Grande do Sul. Porém, como é uma estatal e o Estado não possui recursos para investir na ampliação da rede de gasodutos, a exploração está restrita ao eixo Porto Alegre/Caxias do Sul há 22 anos. Se a iniciativa privada estivesse atuando nessa área, teríamos investimentos bilionários que colaborariam para aumentar a arrecadação de impostos de maneira direta e indireta (estudos apontam para um montante de R$ 470 milhões), além de impulsionar a economia e gerar mais empregos e renda. Assim, mesmo que a Sulgás dê lucro (R$ 33 milhões em 2016), a arrecadação do Estado aumentaria mais de 10 vezes se a iniciativa privada atuasse no mercado do gás.
Façamos o seguinte raciocínio: na distante hipótese de o Estado possuir bilhões de reais em caixa, você optaria por ele investir em gasodutos ou em segurança pública, saúde e educação? A resposta, que parece óbvia, adiciona um argumento importante na defesa da privatização ou federalização dessas estatais: a necessidade de focar naqueles serviços em que o cidadão mais precisa. Por fim, há diferenças entre estatais que geram lucro, como o Banrisul. No caso do banco, a atuação do Estado no setor financeiro não impede que a iniciativa privada atue em conjunto, ao contrário do mercado do gás. Imagine o que seria se todos fôssemos obrigados a ter contas bancárias somente em bancos públicos, não podendo optar por bancos privados. É exatamente isso que acontece no caso da Sulgás.
Deputado estadual (PMDB)
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Juliano de Paula 14/05/2017 23h43min
O Grupo CEEE apresentou lucro líquido de 393,6 milhões em 2016 - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/03/economia/554674-grupo-ceee-registra-lucro-liquido-de-quase-r-400-milhoes-em-2016.html)
Leandro Luiz 10/05/2017 01h02min
Nobre deputado Gabriel Souza, realmente sua área de TRABALHO TEM que SER a VETERINÁRIA...nEm todas as EMPRESAS, sejam elas ESTATAIS ou PRIVADAS o OBJETIVO MAIOR é o LUCRO. QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA PARA TODAS. E o GOVERNO, por ser acionista das ESTATAIS, deveria ficar feliz em receber seus DIVIDENDOS provenientes do LUCRO que suas EMPRESAS PROPORCIONAM.nA busca pela EFICIÊNCIA nessas EMPRESAS (CEEE, CRM E SULGÁS) resulta no LUCRO que TODAS demonstraram em seus BALANÇOS. EFICIÊNCIA = produzir mais e melhor com menos recursos e tempo. nQuanto a ARRECADAÇÃO, fica a minha pergunta...n- Como essas EMPRESAS vão poder INVESTIR E CRESCER se a GESTÃO delas é COMPOSTA pela INDICAÇÃO do ATUAL GOVERNO? nCito aqui, a linha de INVESTIMENTO aberta no BNDES pelo GRUPO CEEE, na gestão passada, para INVESTIR no PROJETO EÓLICO DO POVO NOVO e que foi cancelada por DECISÃO do ATUAL GOVERNO. nSerá que APENAS as EÓLICAS da REGIÃO de Santa Vitória do Palmar RECEBEM VENTOS que GERAM ARRECADAÇÃO ao RS?nCordialmente,nLeandro LuiznCompartilhem para que o deputado GABRIEL SOUZA possa responder nossas perguntas...