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Porto Alegre, domingo, 07 de maio de 2017. Atualizado às 22h24.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 08/05/2017. Alterada em 07/05 às 20h10min

Suicídio: quando falar é a melhor solução

Cassiane Echevenguá dos Santos Amaral
"Baleia azul." O nome parece remeter a um jogo inocente, mas os relatos sobre os jovens que participam dele têm preocupado pais e educadores. Com os primeiros relatos surgidos na Rússia, o jogo acontece por meio das redes sociais, com a presença de um moderador que é responsável por distribuir os desafios aos participantes. Ao total são 50 desafios diários com características violentas, como cortar o próprio lábio, fazer desenhos de uma baleia ou escrever com uma navalha no próprio corpo. O desafio final é tirar a própria vida, o suicídio.
Em virtude da sua rápida expansão pelo País, há poucos dados referentes ao jogo. No entanto, já sabemos que anualmente morrem mais de 800 mil pessoas por suicídio no mundo, segundo dados da agência da ONU. Além disso, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. A adolescência é um período de muita turbulência no qual o controle do impulso ainda está em formação, por isso, esse é o público mais vulnerável a esses jogos.
A boa notícia é que os suicídios podem ser evitados sim. Entre as medidas de prevenção estão a conversa, seja com os pais, professores ou amigos. Precisamos falar sobre conflitos, depressão, violência, bullying e, especialmente, suicídio. As pessoas precisam ter a oportunidade de conversar e saber que podem pedir ajuda quando for necessário.
Os pais também precisam ter um papel fundamental e presente no crescimento e desenvolvimento dos adolescentes. Você sabe dos problemas que seu filho está vivendo? Sabe se ele tem sofrido bullying na escola? Antigamente, os cuidados eram "terceirizados" com babás ou escolas. Hoje, estamos terceirizando a atenção aos nossos filhos com a internet. Portanto, é preciso participar da vida deles. Devemos saber o que eles assistem, com quem falam e o que falam. Precisamos rever a forma como estamos tratando uns aos outros, precisamos rever a forma como estamos cuidando uns dos outros. Urgentemente!
Psicóloga, professora da Faculdade Estácio/RS
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