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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 20h39min

US$ 3 bilhões de propina

Paulo Franquilin
Conforme divulgação de dados das investigações da Operação Lava Jato envolvendo a Odebrecht, a empresa pagou, através de seu setor de operações estruturadas, em propinas e caixa-2, a importância de US$ 3 bilhões para políticos, governos e partidos no período de 2006 a 2014, para obter vantagens em diversos negócios envolvendo o poder público e a empresa. Em todas as eleições ocorridas neste período, a Odebrecht investiu pesado em campanhas, tanto de forma legal como ilegal, para que conseguisse ter o maior número de apoiadores em suas intenções de construir as inúmeras obras públicas, tanto no Brasil como no exterior, obtendo diversos financiamentos públicos para recuperar os investimentos.
No período de 2006 a 2014, a Odebrecht teve crescimento patrimonial de 565%, passando de US$ 2,6 bilhões para US$ 17,3 bilhões, numa vantagem econômica da empresa, pois expandiu seus negócios no Brasil e em diversos países, sempre com apoio governamental. Nossos políticos são vendáveis, pois quando todos os ex-presidentes vivos estão denunciados por corrupção no desenrolar da Lava Jato, com ligação direta com os proprietários da Odebrecht, obtendo diversas vantagens envolvendo seus partidos e aliados, claramente temos a noção da queda da ética na política brasileira. O presidente Michel Temer (PMDB) só não foi denunciado por estar ocupando o cargo máximo do País, pois nesta situação tem a prerrogativa de ficar imune às denúncias por atos praticados fora de seu mandato presidencial, mas também tem seu nome citado nas delações dos presos na Operação Lava Jato. São US$ 3 bilhões que poderiam ter sido utilizados para tantas necessidades de nosso povo, construir hospitais, colocar esgoto em tantas cidades, pavimentar e duplicar rodovias e quem sabe erguer escolas nos municípios. Porém, o que tivemos foi o investimento em obras inúteis para as futuras gerações, como as dezenas de estádios e estruturas esportivas que não estão sendo usadas.
Tenente-coronel da reserva da BM, jornalista e escritor
 
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