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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de junho de 2017. Atualizado às 00h55.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Notícia da edição impressa de 01/06/2017. Alterada em 31/05 às 19h51min

Atentado com caminhão-bomba em Cabul deixa ao menos 90 mortos

Explosão ocorreu em local conhecido por abrigar diversas embaixadas

Explosão ocorreu em local conhecido por abrigar diversas embaixadas


SHAH MARAI/SHAH MARAI/AFP/JC
A explosão de uma bomba escondida em um caminhão deixou ao menos 90 mortos e 400 feridos ontem em Cabul, capital do Afeganistão. O ataque ocorreu na região conhecida como Wazir Akbar Khan - que concentra embaixadas internacionais e fica próxima ao palácio presidencial -, em meio ao início do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos. Segundo um porta-voz do Ministério da Saúde, o número de vítimas ainda pode subir - há muitas mulheres e crianças, que foram levadas a hospitais.
A carga explosiva foi acionada às 8h30min locais (1h30min em Brasília) próximo à embaixada da Alemanha, segundo o Ministério do Interior. O ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, informou que um guarda da embaixada foi morto e alguns trabalhadores do local ficaram feridos. Também foram atingidos os prédios das representações de França, Turquia, Paquistão, Japão, Emirados Árabes Unidos, Índia e Bulgária.
Um motorista afegão da rede britânica BBC morreu no ataque e quatro jornalistas ficaram feridos. O motorista trabalhava há mais de quatro anos na rede, era casado e tinha filhos, segundo nota divulgada pela BBC. O comunicado não informa a nacionalidade dos jornalistas feridos. Nenhum grupo terrorista assumiu o atentado.
O Taliban, que anunciou em abril o início da "ofensiva de primavera", afirmou, em uma rede social, que não tem envolvimento com o atentado, o qual condena "com veemência". No passado, o grupo não reivindicou ataques com alto número de civis mortos.
Para o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, o ataque foi um "crime de guerra". "Esses terroristas continuam matando inocentes, inclusive durante o mês sagrado do Ramadã", afirmou.
Ao falar sobre os danos à embaixada alemã, Gabriel declarou que "tais ataques não modificam nossa determinação de apoiar o governo em seus esforços para estabilizar o país". A missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elogiou a "vigilância e a coragem das forças de segurança afegãs que impediram o veículo" de avançar ainda mais.
Com tropas no Afeganistão desde 2001, o governo dos EUA mantém 8.400 soldados, somados a 5 mil militares de países aliados, com a missão de treinar e assessorar as Forças Armadas locais.
 
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