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Porto Alegre, terça-feira, 30 de maio de 2017. Atualizado às 23h36.

Jornal do Comércio

Internacional

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Panamá

Notícia da edição impressa de 31/05/2017. Alterada em 30/05 às 21h25min

Ex-ditador panamenho Manuel Noriega morre aos 83 anos

Noriega colaborou tanto com os EUA quanto com cartéis de drogas

Noriega colaborou tanto com os EUA quanto com cartéis de drogas


DKS/DKS/AFP/JC
O ex-ditador militar panamenho e ex-aliado dos EUA Manuel Noriega morreu na noite de segunda-feira, aos 83 anos. Ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde 7 de março, após fazer cirurgia para remoção de um tumor no cérebro.
Noriega esteve preso nos EUA, na França e no Panamá por quase 30 anos, acusado de narcotráfico, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, assassinatos e desaparições, antes de ser extraditado para o Panamá, em 2011. Ao aterrissar em seu país natal, foi levado direto à prisão, onde ficou até começarem seus problemas de saúde.
Noriega nasceu de uma família humilde e entrou para o Exército apadrinhado por outro ditador, o general Omar Torrijos (que governou entre 1968 e 1981), ajudando-o na perseguição de seus inimigos políticos. Já nesta época, começou a estreitar os laços com os EUA. Depois da morte de Torrijos em um acidente aéreo, Noriega se transformou no "homem forte" do país, manipulou resultado de eleições e virou ditador.
Sua trajetória foi marcada pela dupla colaboração tanto com os EUA quanto com os chefes dos principais cartéis e organizações criminosas sul-americanas. Se por muitos anos forneceu informações aos norte-americanos sobre seus inimigos na América Latina, por outro também vendia informações dos EUA aos mesmos chefes das máfias da droga sul-americanas, além de abrigar seus líderes quando corriam riscos.
Uma de suas atividades mais rentáveis, além do narcotráfico e do comércio de armas, era a impressão de passaportes para espiões cubanos, traficantes em fuga ou ex-guerrilheiros. Por anos, a CIA usou as preciosas informações de Noriega. Mas, nos anos 1980, a Agência Antidrogas começou a alertar sobre suas ligações com os cartéis colombianos. Foi então que os EUA se colocaram contra ele, iniciando uma campanha que culminaria na invasão do país, em dezembro de 1989. Noriega caiu no começo do ano seguinte.
Foi a maior ação militar dos EUA depois da Guerra do Vietnã, decidida pelo então presidente George Bush e que contou com 27 mil soldados. Foi também a primeira realizada pelos EUA para capturar um ditador para que fosse julgado por crimes cometidos fora de território norte-americano.
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