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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de maio de 2017. Atualizado às 22h51.

Jornal do Comércio

Esportes

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Campeonato brasileiro

Notícia da edição impressa de 12/05/2017. Alterada em 11/05 às 21h30min

Apenas os mais competentes chegarão

Deivison Ávila
O Brasileirão terá um grande diferencial nesta edição. Desde que a competição começou a ser disputada na fórmula dos pontos corridos, pela primeira vez, oito clubes terão que se dividir entre torneios continentais e o campeonato nacional. Para isso, precisarão provar que têm grupo qualificado. Os mesmos clubes ainda terão as fases decisivas da Copa do Brasil pela frente. O mais competente, que souber melhor administrar o plantel, com certeza chegará ao fim do ano com grandes chances de vencer o Nacional. Para isso, uma nova safra de treinadores será desafiada. De todos os times participantes, ao menos, sete técnicos podem ser considerados novatos.
Briga pelo título
GRÊMIO
Mesmo que o Grêmio não esteja vivendo uma boa fase neste início de temporada, depois da precoce eliminação no Gauchão para o campeão Novo Hamburgo e as irregulares atuações na Libertadores, o elenco tricolor somou peças importantes para o técnico Renato Portaluppi, que começa a ter seu trabalho questionado. Depois de um 2016 apagado, Miller Bolaños começou o ano em alta. Além do equatoriano, a direção trouxe o "fazedor de gols", o paraguaio Lucas Barrios, que tem uma ótima média nestes primeiros jogos.
PALMEIRAS
O atual campeão foi o que mais se reforçou para a temporada. No entanto, dinheiro nem sempre se transforma em bom futebol. Depois da péssima campanha no Paulistão, o técnico Eduardo Baptista foi convidado a se retirar do clube. Para o seu lugar, um velho-novo conhecido. Cuca, que saiu no final do ano, retorna com a missão de devolver o bom futebol apresentado. Para isso, a direção trouxe o colombiano Miguel Borja e o venezuelano Guerra, além do polêmico Felipe Melo.
ATLÉTICO-MG
O galo forte e vingador aposta em duas frentes para chegar ao título nacional, algo que não acontece desde 1971. A primeira arma está no banco de reservas. O técnico Roger Machado, após a saída do Grêmio, foi alvo de diversos clubes do País, mas optou por Belo Horizonte, onde já faturou o Campeonato Mineiro. Entre os treinadores novatos, Roger é um dos mais promissores. A outra arma está no ataque, com a dupla Robinho e Fred. A direção ainda buscou o volante Elias, na Europa.
CRUZEIRO
Após brigar na parte de baixo da tabela no ano passado, a Raposa encorpou o elenco e encheu o técnico Mano Menezes com reforços. Os principais foram o meia Thiago Neves, vindo do futebol árabe e o volante Hudson, do São Paulo. Além disso, a direção manteve a base que se recuperou no fim da edição passada do nacional. Entre os nomes, destacam-se o meia Arrascaeta e os atacantes Rafael Sóbis e o argentino Ábila.
FLAMENGO
O ano rubro-negro já se iniciou com a conquista invicta do Carioca. De quebra, o atacante Paolo Guerrero vive um grande momento. Não bastasse a qualidade no ataque, a direção buscou o meia argentino Conca, que ainda não estreou, para atuar ou brigar pela posição com o talentoso Diego. A missão será do jovem treinador Zé Ricardo, que segue a tradição flamenguista de fazer boas campanhas com técnicos formados na casa.
Briga por vaga na Libertadores
SANTOS
O Peixe foi um dos times grandes que menos se qualificou para este ano. A aposta da direção é na manutenção do técnico Dorival Júnior, que tem uma ótima filosofia de trabalho, com elenco composto por jovens oriundos da categoria de base do clube, reconhecida por formar jogadores diferenciados. Além disso, o Santos conta com a experiência do atacante Ricardo Oliveira, de 38 anos. O meia Lucas Lima também é um dos destaque do elenco santista.
CORINTHIANS
O Corinthians iniciou o ano como o menos cotado para brigar pelo título Paulista. Porém, o Timão reverteu a previsão e levantou a taça estadual. O segredo do promissor técnico Fábio Carille pode estar na formatação defensiva. Os defensores Pablo e Balbuena se destacam por formarem uma zaga pouco vazada. O meio-campo teve o retorno de Jadson, após curta passagem pela China. No ataque, um renovado Jô voltou a jogar sério e marcar gols. Mas o grupo ainda precisa de reforços.
SÃO PAULO
A grande incógnita do Tricolor está no banco de reservas. Todos querem saber como será o desempenho de Rogério Ceni no comando da equipe. Depois de um ótimo começo, o time caiu de rendimento e já teve alguns questionamentos. A direção buscou a contratação do artilheiro Lucas Pratto e acredita ainda na retomada da carreira de Wellington Nem, emprestado pelo futebol ucraniano. Outro nome de peso é o veloz e habilidoso meia peruano Cueva. A fragilidade pode estar no gol, já que Renan Ribeiro é um pouco inseguro.
FLUMINENSE
A volta de Abel Braga ao comando do time é o grande trunfo do Tricolor das Laranjeiras. O início de ano foi empolgante, já que a equipe tem o melhor ataque entre os grandes do País, formado por Wellington Silva, Richarlison e Henrique Dourado. O meio-campo conta com a dupla de equatorianos Orejuela e Sornoza, recém--chegados. Já Gustavo Scarpa, principal jogador do time, se machucou e precisa recuperar o ritmo de jogo. O Flu, porém, ainda necessita de reforços.
BOTAFOGO
O Fogão começa a temporada com um tradicional camisa 10. O meia Montillo chegou com status de grande contratação, mas ainda não conseguiu impor regularidade. As boas atuações na Copa Libertadores fazem com que a torcida acredite em um ano promissor. Na casamata, o jovem Jair Ventura segue respaldado pelos bons resultados. Na frente, o polêmico Sassá foi reintegrado ao grupo e correspondeu fazendo gols. Outro jogador que pode fazer a diferença é Camilo. Contudo, se almeja um brilho maior, a Estrela Solitária tem de qualificar o elenco.
Meio da tabela
CHAPECOENSE
Em meio a um processo de reconstrução, a missão da Chape é se manter entre os grandes. A dificuldade passa pela necessidade de gerir as emoções que o técnico Vagner Mancini precisa ter. O título no Catarinense aponta que o clube está no caminho certo, mesmo que o Brasileirão longo e por pontos corridos seja totalmente diferente. A tragédia da queda do avião com todo o grupo, no ano passado, ainda vive na mente de todos, e cabe ao novo elenco amenizar essa dor da torcida. Destaques para os atacantes Wellington Paulista e Túlio de Melo.
VASCO
Os últimos anos oscilantes vividos pelo time de São Januário criam um grande mistério sobre o que o clube fará na Série A. Na última década, o Vascão soma três quedas - 2008, 2013 e 2015. Após começar o ano com Cristóvão Borges, a direção resolveu mudar e chamou o sanguíneo Milton Mendes. O clube aposta em um elenco experiente, com uma média de 28,8 anos. A equipe começa com a segurança do goleiro Martín Silva, além da criatividade do meia Nenê e confia na artilharia de Luis Fabiano.
ATLÉTICO/PR
A presença de um técnico cascudo à beira do gramado dá ao Furacão uma segurança a mais na briga para se manter na elite do futebol nacional. Campeão brasileiro pelo Botafogo, em 1995, Paulo Autuori tem experiência de sobra para lidar com um grupo bem heterogêneo como o do Atlético. Para este ano, a direção acreditou na manutenção do elenco montado em 2016. O grupo conta com o talento do meia Felipe Gedoz e do argentino Lucho González, e a experiência do meia Carlos Alberto e do atacante Grafite.
CORITIBA
O Coxa quer mais para esta temporada. Acostumado a brigar na parte de baixo da tabela, a diretoria uniu esforços e foi em busca de jogadores bons, mas que não estavam sendo aproveitados em suas equipes. A conquista do Paranaense dá indícios de que algumas escolhas foram certas. Além da manutenção de Kleber Gladiador, foram buscados Henrique Almeida, ex-Grêmio, e Anderson, ex-Inter. O atacante Alecsandro é a última novidade. A direção efetivou o interino Pachequinho no comando técnico.
PONTE PRETA
A Macaca surpreendeu a todos chegando na decisão do Paulistão, após desbancar o todo-poderoso elenco do Palmeiras, comandado pelo técnico Gilson Kleina e pelo atacante William Pottker. Nem a perda de sua referência técnica, vendido para o Inter, assusta o time de Campinas. Agora, a aposta é na experiência do polêmico Emerson Sheik, nome de peso para os padrões da Ponte. Outros nomes conhecidos são o goleiro Aranha, o volante Fernando Bob e o meia Renato Cajá.
Briga para não cair
AVAÍ
De volta à elite em 2017, o Leão da Ressacada entra com uma única meta no campeonato deste ano: permanecer na Série A. Rebaixado em 2015, o Avaí volta mantendo a base da equipe construída em 2016 e com alguns reforços sem muita expressão. A permanência mais longa na primeira divisão renderia ao time do técnico Claudinei Oliveira mais recursos financeiros e a possibilidade de maiores investimentos. A referência técnica segue sendo o meia Marquinhos.
SPORT
Mesmo que conte com o talentoso Diego Souza, o Leão da Ilha do Retiro precisa se reforçar para conseguir algo a mais do que brigar para não cair nesta temporada. O técnico Ney Franco contará com atletas de sua confiança, que já conhecem o clube, como o volante Rithely, o zagueiro Durval e o lateral-esquerdo chileno Mena. O grande reforço é o atacante Oswaldo, que estava no Fluminense. Outro nome que faz boas campanhas pelo Sport é o atacante André.
ATLÉTICO-GO
Após quatro temporadas na Série B, o Dragão está de volta à elite do Brasileirão. Embalado pelo título da segunda divisão em 2016, o time goiano conta com caras novas como o atacante Walter, ídolo do rival Goiás, e outras remanescentes, como o técnico Marcelo Cabo, que recentemente completou um ano no comando do clube. Júnior Viçosa, artilheiro no ano passado, segue na equipe. Além da manutenção de atletas, a direção agregou com o lateral-direito Eduardo, ex-Palmeiras, e o meia Andrigo, do Inter.
VITÓRIA
Não se sabe o que esperar da equipe do Vitória neste Campeonato Brasileiro. A direção manteve o polêmico Argel Fucks como treinador, após salvar o clube do rebaixamento no ano passado. Porém, uma confusão envolvendo o técnico e jogadores do Bahia num clássico estadual provocou sua demissão. Contratado no início do mês para ser gerente de futebol, o ex-jogador sérvio Petkovic assumiu o cargo. Destaques na equipe são o meia Cleiton Xavier e o atacante André Lima.
BAHIA
De volta à elite após dois anos, o tricolor baiano luta pela permanência entre os grandes do País. Para isso, o técnico Guto Ferreira terá à sua disposição jogadores com rodagem pelo futebol nacional. Um dos principais nomes ainda é o atacante Hernane Brocador. Além do camisa 9, a equipe conta com Wellington Silva (ex-Fluminense), Jackson (ex-Palmeiras), Renê Júnior (ex-Santos), e o atacante Maikon Leite (também ex-Palmeiras). A criatividade fica por conta do ex-palmeirense Allione.
 
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