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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Esportes

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Grêmio

Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 21h34min

Sequência de atuações fracas liga o sinal de alerta na Arena

Renato precisará encontrar soluções para os problemas da equipe

Renato precisará encontrar soluções para os problemas da equipe


LUCAS UEBEL /LUCAS UEBEL /GRÊMIO FBPA/JC
Juliano Tatsch
A derrota por 2 a 1 e, mais do que o resultado, a atuação do Grêmio contra o Deportes Iquique pela Libertadores da América na última quarta-feira, ligou o sinal de alerta pelos lados da Arena. No início de maio, depois de uma semana inteira de treinamentos, o Tricolor que se viu em Calama não foi nem um rascunho daquele que há cinco meses era campeão da Copa do Brasil. Sem saída de jogo, sem troca de passes, sem passagens pelas laterais, sem triangulações no ataque, a equipe de Renato Portaluppi teve uma noite em que escolhas equivocadas na escalação somadas a fracas apresentações individuais deixaram preocupada a torcida gremista.
Depois de poupar jogadores na competição continental para priorizar o Campeonato Gaúcho, a eliminação diante do Novo Hamburgo na semifinal foi frustrante. Até a noite de quarta-feira, Renato havia creditado erros de sua equipe ao "nana neném" ou a um "mole" dado pelo time. Depois da derrota para os chilenos, o treinador afirmou que a equipe foi eliminada do regional jogando um "futebol de alto nível". Não é isso, porém, que se vê dentro de campo.
Os erros na escalação do Grêmio que encarou o Iquique não foram novidade. É sabido desde o ano passado que Luan não sabe atuar como meia. O camisa 7 não tem intensidade suficiente e não é um combinador de jogadas, e sim um condutor de bola. Assim, com ele mais atrás e não na frente, o Tricolor perde, ao mesmo tempo, armação no meio-campo e força no ataque.
A escolha por Jailson e Michel no meio foi outro equívoco do comandante gremista. Com dois jogadores sem qualidade no passe e na transição defesa/ataque, o time perdeu saída de bola e teve de apelar para a ligação direta. Um meio-campo "quebrador" poderia funcionar melhor se o time tivesse consistente presença no apoio de seus laterais, o que também não foi visto.
Se a escalação inicial foi ruim, as substituições não foram melhores. A entrada de Fernandinho no lugar de Jailson enfraqueceu ainda mais o meio e não acrescentou em nada no ataque. Arthur ou Lincoln seriam opções melhores. A posterior troca de Pedro Rocha por Arthur melhorou o time, e deixou ainda mais claro o erro da escalação e da primeira alteração. Por fim, Everton, preterido por Fernandinho, entrou faltando poucos minutos na vaga de Michel e pouco pôde fazer.
O Grêmio deverá confirmar a classificação para as oitavas de final da Libertadores no dia 25, quando encara os venezuelanos do Zamora na Arena. Antes disso, porém, o time estreia no Campeonato Brasileiro, em casa, contra o Botafogo, no dia 14, e, no dia 17, pega o Fluminense, novamente em seus domínios, pelo jogo de ida das oitavas da Copa do Brasil.
Ou seja, o treinador terá dez dias de treinamentos para ajustar a equipe até o próximo confronto. Falta de tempo não será desculpa para uma nova atuação fraca, portanto.
Apesar da derrota no Chile, o time principal ganhou folga nesta quinta-feira, treina nesta sexta-feira e, depois, só se reapresenta para trabalhos técnicos e táticos na segunda-feira à tarde. Renato, por sua vez, só voltará a comandar o grupo na segunda-feira, pois aproveitou a folga para ir ao Rio de Janeiro.
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