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Porto Alegre, sábado, 03 de junho de 2017. Atualizado às 15h59.

Jornal do Comércio

Economia

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Missão ao Japão

Notícia da edição impressa de 01/06/2017. Alterada em 03/06 às 16h01min

Governo gaúcho busca investimentos no Japão

Secretários que participam do roteiro detalharam agenda em coletiva

Secretários que participam do roteiro detalharam agenda em coletiva


FREDY VIEIRA/FREDY VIEIRA/JC
Guilherme Kolling
Prospectar novos investimentos do Japão no Rio Grande do Sul. Esse é o principal objetivo de uma missão do governo do Estado ao Extremo Oriente. O grupo viaja amanhã para um roteiro pelas províncias de Tóquio, Shizuoka e Shiga, retornando na próxima sexta-feira. A comitiva será liderada pelo governador José Ivo Sartori, acompanhado por secretários, assessores técnicos, deputados e empresários, como o presidente eleito da Fiergs, Giberto Porcello Petry.
Está prevista uma agenda intensa concentrada em quatro dias - serão 15 reuniões com grandes empresas, bancos, agências internacionais de fomento e corpo diplomático, além de participação em seminário com empresários japoneses. A ideia é que o roteiro se torne um marco nas relações com o país asiático.
O secretário estadual do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Márcio Biolchi, ressalta que se trata de uma ação para atrair novos negócios ao Estado, ao invés de simplesmente receber demandas de investidores. Também observa que há um grande espaço para crescer no intercâmbio comercial com o Japão, uma das maiores economias do mundo, mas que é apenas o 21º destino das exportações gaúchas.
A aproximação com os japoneses começou em 2015. Várias ações paralelas estão em negociação, como um projeto para a despoluição de Sistema Lagunar Norte do Rio Grande do Sul e uma grande usina a carvão de 1.000 MW no Baixo Jacuí, que possivelmente será instalada em Charqueadas.
Com o uso da nova tecnologia Ultra Super Crítica, traria ganhos ambientais na operação e melhor aproveitamento na queima do combustível. É um investimento de US$ 2 bilhões, que poderia entrar em disputa de leilão entre 2020 e 2021, projeta o secretário de Minas e Energia, Arthur Lemos. Mas a ação também depende do governo federal.
Há, ainda, uma preocupação em estreitar relações, caso de visitas de cortesia a entidades empresarias japonesas, um encontro na Província de Shiga - que tem uma relação de irmandade com o Rio Grande do Sul - e agendas como um jantar com dirigentes da Toyota Motors em Tóquio na segunda-feira. A empresa mantém um centro de distribuição em Guaíba desde 2005.
Mas foi um convite para Sartori participar de um seminário que desencadeou a missão. O governador vai dar uma palestra no VIII Seminário Econômico Brasileiro do Banco Iwata Shinkin, quando vai expor a 200 pequenos e médios empresários japoneses as oportunidades para investir em solo gaúcho.

Despoluição de lagoas no Litoral Norte do Rio Grande do Sul pode ser financiada por agência japonesa

Além de grandes empresas, também bancos e agências de desenvolvimento se destacam na agenda do governo gaúcho no Japão: Jica (Agência Internacional de Cooperação do Japão), Banco de Tóquio Mitsubishi e Banco Iwata Shinkin estão confirmados.
O secretário do Desenvolvimento, Márcio Biolchi, negou que os contatos estejam atrelados à implementação do Regime de Recuperação Fiscal, acordo com a União que garantiria a possibilidade de o Estado contrair novos empréstimos. Biolchi ressalvou que os bancos japoneses atuam em conjunto com conglomerados empresariais e que os contatos são mais no sentido de abrir caminhos a novos investimentos estrangeiros diretos.
O que, sim, pode ser financiado pela Jica é a despoluição do Sistema Lagunar do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, que abrange uma área que vai do rio Mampituba, em Torres, às lagoas litorâneas paralelas à ponta da Lagoa dos Patos, abaixo de Quintão.
A secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, conta que os japoneses já visitaram o Estado duas vezes e estão entusiasmados com a iniciativa.
Além de financiamento, poderão auxiliar com tecnologia e a experiência de mobilizar a comunidade. A inspiração é o trabalho no lago Biwa, em Shiga, extremamente poluído até os anos 1980, e que foi recuperado.

Destaques do roteiro ao Japão

Visita à Usina de Hitachinaka, que utiliza a tecnologia Ultra Super Crítica, modelo para o projeto da Usina Terméletrica do Baixo Jacuí, de 1.000 MW, com US$ 2 bilhões de investimento.
Reuniões com Tepco (Tokyo Electric Power Company), IHI Corporation e Nedo (empresa pública de energia).
Jantar do governador José Ivo Sartori e secretários com a Toyota Motors.
Palestra do governador a 200 empresários japoneses em seminário do Banco Iwata Shinkin.
Reunião com a agência de cooperação Jica, que pode financiar e oferecer tecnologia para a despoluição de lagoas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
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