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Porto Alegre, terça-feira, 23 de maio de 2017. Atualizado às 22h49.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 24/05/2017. Alterada em 23/05 às 21h57min

Sulgás mantém intenção de compra de biometano

Edital para aquisição de biogás purificado deve ser lançado até julho

Edital para aquisição de biogás purificado deve ser lançado até julho


/JOÃO MATTOS/arquivo/JC
Jefferson Klein
Mesmo estando em meio à discussão de uma possível privatização (se o governo conseguir derrubar, na Assembleia Legislativa, o plebiscito exigido para desencadear o processo), a Sulgás sustentará um dos principais planos traçados para este ano. Conforme o secretário de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, a meta é que não passe de julho o lançamento do edital para a compra de biometano (biogás purificado) pela estatal.
"Independentemente da política que será trabalhada, é um fim social e ambiental que temos que perseguir", defende o dirigente. O biometano é oriundo de resíduos orgânicos, como dejetos de animais que representam um enorme impacto ao meio ambiente, e pode ser utilizado na geração de energia térmica, elétrica ou como combustível para automóveis. Em um primeiro momento, a ideia da companhia era contratar 200 mil metros cúbicos diários de biomentano. No entanto, esse volume está sendo revisto e deve ficar menor.
Lemos esteve nessa semana em Florianópolis (SC), discutindo alternativas para o fornecimento de gás natural no País durante encontro do International Gas Union (IGU), entidade que reúne agentes desse setor. No evento, um dos pontos debatidos foi a possibilidade de aumento da oferta através do gás natural liquefeito (GNL) - que chega em estado líquido por navios e é regaseificado. O secretário argumenta que essa é uma boa solução, mas não se pode perde o foco nas opções do próprio biogás e da gaseificação do carvão.
Entre as empresas que participaram da reunião estavam a Engie e a Golar, que estudam a implantação de uma unidade de regaseificação de GNL no Sul do Brasil. As companhias colocaram que, em princípio, a melhor localização para uma planta dessa natureza na região seria Santa Catarina, devido à proximidade do litoral com o gasoduto.
No Rio Grande do Sul, existe o projeto de regaseificação de GNL do grupo Bolognesi que está previsto para ser construído em Rio Grande. Lemos considera que essa iniciativa estaria mais avançada, pois está atrelada à implantação de uma termelétrica que já vendeu sua geração em leilão de energia disputado em 2014. Porém, até o momento, as obras desses complexos ainda não se iniciaram.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chegou a avaliar se revogaria ou não a autorização para a instalação da termelétrica de Rio Grande, devido à preocupação quanto ao prazo de execução do empreendimento (o cronograma original previa operação até janeiro de 2019). Contudo, em fevereiro, o órgão regulador decidiu pela suspensão do processo de revogação da outorga da usina até 31 de agosto. Se, até essa data, a Bolognesi não comprovar pontos como sustentável estruturação financeira e obtenção dos licenciamentos devidos, o processo punitivo deverá ser retomado.
Sobre a viabilidade de haver uma planta de regaseificação em Santa Catarina e outra no Rio Grande do Sul, Lemos argumenta que no futuro é possível, mas no presente não seria algo prudente em termos de mercado. O secretário reforça que o ideal é que se tenham várias fontes de fornecimento de gás.

Presidente da Petrobras prevê continuar até 2019

Em mensagem enviada aos empregados da Petrobras nesta segunda-feira, o presidente da companhia, Pedro Parente, afirmou que tem a intenção de cumprir seu mandato à frente da estatal, que termina em abril de 2019. Sem citar o presidente Michel Temer, ele fala em sua carta sobre o "momento de instabilidade política no País" e sobre como a empresa a empresa deve reagir a este cenário. "Com relação ao meu caso específico, meu compromisso é com a Petrobras. Tenho mandato aprovado pelo nosso conselho de administração até abril de 2019", escreve Parente.
"Essa é a definição da governança da nossa empresa que observarei enquanto mantidos os princípios que atualmente guiam a gestão da empresa, de autonomia e profissionalismo e com responsabilidade financeira e econômica."
Parente escreve semanalmente mensagens aos empregados da companhia. Já usou o espaço para defender o plano de venda de ativos da estatal e tentar desmobilizar greves organizadas por sindicatos. "Especulações sobre minha saída para qualquer outro cargo não são por mim autorizadas, não foram por mim estimuladas e não representam a minha vontade", reforça o executivo, na carta. No texto, ele enumera os resultados positivos apresentados pela Petrobras recentemente, como o lucro de R$ 4,45 bilhões no primeiro trimestre, a produção de 2,72 milhões de barris de óleo equivalente em abril e a emissão de US$ 4 bilhões em títulos no mercado internacional na última semana.
"Diante desses bons números, nosso papel é seguir em frente no rumo traçado. Continuar executando com responsabilidade e disciplina o nosso planejamento e trabalhando para que a nossa empresa alcance resultados cada vez melhores", diz ele. Ontem, a Petrobras anunciou uma operação de alongamento de dívida com o Citibank.
A companhia pagou US$ 500 milhões que venceriam em 2017 e 2018 e tomou outro empréstimo, no mesmo valor, com vencimento em 2022. A operação faz parte de um esforço para empurrar para frente vencimento de dívidas, que estão muito concentrados no final da década. Em nota, a estatal disse que "continuará avaliando novas oportunidades de financiamento".
A Petrobras fez o pré-pagamento de dívida com o Citibank no valor de US$ 500 milhões e vencimentos previstos para 2017 e 2018. Além disso, contratou novo financiamento com o banco no mesmo valor, com prazo de vencimento em 2022 e sem garantias reais ("unsecured"). Conforme comunicado enviado ao mercado, ontem, sobre a operação, a Petrobras "continuará avaliando novas oportunidades de financiamento de acordo com a sua estratégia de gerenciamento de passivos, que visa à melhora do perfil de amortização e à redução do custo da dívida, levando em consideração as metas de desalavancagem previstas em seu Plano de Negócios e Gestão 2017-2021".
A Petrobras também iniciou a etapa de divulgação da oportunidade de desinvestimento (teaser), referente à cessão de participação no Campo de Juruá, na Bacia de Solimões. Neste projeto, a estatal oferece 100% de participação no Campo de Juruá (Concessão de Juruá), localizado no estado do Amazonas.
 
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