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Porto Alegre, domingo, 21 de maio de 2017. Atualizado às 22h54.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 22/05/2017. Alterada em 21/05 às 20h52min

Associação quer ampliar o mercado de cavalos crioulos

Vendas de animais da raça geram cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano, afirma César Hax

Vendas de animais da raça geram cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano, afirma César Hax


MARCO QUINTANA /MARCO QUINTANA/JC
Hoje, as vendas de cavalos crioulos no País movimentam algo próximo a R$ 1,3 bilhão ao ano. A oportunidade para aquecer ainda mais esse segmento, conforme a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (Abccc), está atualmente no Centro-Oeste do Brasil.
O vice-presidente Administrativo e Financeiro da entidade, César Hax, ressalta que a meta é difundir mais a raça nessa região. Os animais seriam empregados, principalmente, em trabalhos no campo. "Tem muita mula de serviço e quem anda em uma mula, depois de montar um cavalo crioulo, não quer mais voltar, é mais ou menos um fusca em relação a uma BMW", comenta.
De acordo com levantamento da associação, no ano passado a manada dessa raça chegou a 480,65 mil animais no País, alta de 4,35% em comparação a 2015. Entre os fatores que explicam a elevação estão o aumento do uso desses equinos para lazer e práticas esportivas e para serviços de pecuária extensiva. Hax ressalta que cerca de 85% do total desses cavalos está situado na região Sul do Brasil. O setor gera ainda aproximadamente 240 mil empregos diretos e indiretos.
O dirigente destaca que se trata de uma raça dócil, longeva (25 anos de média de vida), que se adapta facilmente ao ambiente. Além disso, normalmente o custo para adquirir um animal dessa espécie é baixo. Segundo Hax, um cavalo regular, de um centro de treinamentos na grande Porto Alegre, custa por volta de R$ 500,00.
Sobre a expectativa quanto à performance da Expointer deste ano, o dirigente admite que, inicialmente, tinha-se uma perspectiva negativa sobre o evento. Porém, levando em consideração a movimentação recente do setor, essa percepção vem sendo revertida. No entanto, Hax enfatiza que nenhum segmento da economia consegue ficar totalmente imune às dificuldades da economia e da política que o País enfrenta.
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