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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de maio de 2017. Atualizado às 18h21.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 17/05 às 18h22min

Tensão com Trump favorece correção e Ibovespa cai 1,67%

Depois de seis altas consecutivas, com avanço de 4,82% no período, o Índice Bovespa sucumbiu nesta quarta-feira (17), a uma realização de lucros generalizada e fechou em queda de 1,67%, aos 67.540,25 pontos. O gatilho para a correção veio do mercado internacional, que deu sinais de estresse com as denúncias contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Bolsa já iniciou o dia em queda, seguindo a deterioração do mercado internacional, que repercutia a notícia de que o presidente norte-americano, Donald Trump, teria pedido ao então diretor do FBI, James Comey, para encerrar investigações sobre a ligação do ex-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Michael Flynn, com a Rússia. Na semana passada, Trump demitiu Comey. Hoje, ele fez um discurso no início da tarde, mas não abordou diretamente o assunto.
Os piores momentos no desempenho do Ibovespa vieram à tarde (mínima de -2,21%), simultaneamente ao aprofundamento das perdas nas bolsas de Nova Iorque, todas registrando quedas superiores a 1,5%. O noticiário acendeu nos mercados internacionais as especulações em torno da possibilidade de Trump vir a sofrer um processo de impeachment.
Entre as 59 ações do Ibovespa, somente 3 fecharam em alta: Br Malls ON (+0,81%), Qualicorp ON (+0,50%) e CPFL Energia ON (+0,08%). A alta dos preços do petróleo não impediu a desvalorização das ações da Petrobras, que recuaram 0,56% (ON) e 0,57% (PN). Da mesma forma, o avanço de 1,68% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês foi insuficiente para conter as quedas das ações da Vale, que perderam 1,54% (ON) e 1,93% (PNA). Os bancos também caíram em bloco, tendo Banco do Brasil ON (-2,71%) e Bradesco ON (-2,60%) à frente.
"A tendência da bolsa ainda é positiva, principalmente porque o cenário doméstico se mostra bem mais tranquilo, com andamento das reformas e expectativa de queda de juros", disse um profissional de renda variável.
Essa melhora do cenário doméstico é apontada pelos analistas como principal fator para o restabelecimento do fluxo de recursos externos na Bolsa em maio. Na última segunda-feira, 15, os estrangeiros trouxeram R$ 116,398 milhões à B3, levando o saldo acumulado de maio para R$ 1,158 bilhão. Mesmo com a queda de hoje, o Ibovespa ainda acumula alta de 3,27% em maio.
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