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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de maio de 2017. Atualizado às 18h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 17/05 às 18h08min

Bolsas de Nova Iorque fecham em forte queda, com crise política em Washington

Os mercados acionários americanos absorveram as preocupações sobre o governo de Donald Trump e registraram fortes perdas, lideradas pelo setor financeiro. Ficaram no ar as dúvidas em relação à capacidade do presidente dos Estados Unidos de promover sua agenda econômica, que inclui mais investimentos em infraestrutura e grandes cortes de impostos.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,78%, aos 20.606,93 pontos; o S&P 500 recuou 1,82%, para 2.357,03 pontos; e o Nasdaq teve baixa de 2,57%, aos 6.011,24 pontos.
Desde as eleições presidenciais americanas, em novembro de 2016, as bolsas de Nova Iorque vêm acumulando fortes ganhos, na expectativa de que a agenda econômica proposta por Trump seja aprovada no Congresso. No entanto, o recente embaraço político que envolve o governo fez com que parte dos ganhos fosse devolvida nesta quarta-feira (17).
A Casa Branca já havia se envolvido em uma confusão na semana passada, quando Trump decidiu demitir o então diretor do Escritório de Investigação Federal (FBI, na sigla em inglês) James Comey. Na noite de ontem, a imprensa americana começou a divulgar que o presidente americano teria pedido a Comey para deixar de lado a investigação sobre uma possível relação entre a Rússia e o ex-secretário de Segurança Nacional Michael Flynn. Além disso, no início da semana, o jornal Washington Post divulgou que Trump teria revelado informações sigilosas sobre o grupo terrorista Estado Islâmico a autoridades russas na semana passada.
Papéis de bancos tiveram seu pior desempenho diário desde o Brexit, no ano passado: o Goldman Sachs caiu 5,27%; o Morgan Stanley recuou 5,56%; o JPMorgan perdeu 3,81%; o Citigroup teve baixa de 4,02%; e o Bank of America cedeu 5,92%.
"É difícil julgar enquanto essas coisas acontecem, mas isso torna mais provável que este governo torne muito difícil fazer as coisas acontecerem", disse Kevin O'Nolan, gerente de portfólio da Fidelity International.
Também nesta quarta-feira, foi anunciado que o órgão de fiscalização antitruste da União Europeia está pronto para acusar o Facebook de fornecer "informações incorretas ou enganosas" a pesquisadores que estavam investigando a compra do WhatsApp, em 2014, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Espera-se que a multa da Comissão Europeia seja "significativa". As ações do Facebook registraram uma queda de 3,29% no pregão de hoje.
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