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Porto Alegre, quarta-feira, 17 de maio de 2017. Atualizado às 17h25.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 17/05 às 17h26min

Juros longos fecham em alta com aumento da aversão ao risco no exterior

Os juros futuros fizeram uma pausa na trajetória de queda vista pela manhã e as taxas fecharam a sessão regular do segmento BM&F entre a estabilidade, no caso dos vencimentos curtos, e leve alta na parte longa. O movimento é atribuído por agentes do mercado à piora do humor no exterior, que levou o dólar para as máximas, ampliou a queda dos juros dos Treasuries e colocou as bolsas nas mínimas, após a informação de que o ex-diretor do Escritório de Investigação Federal (FBI, na sigla em inglês) James Comey irá testemunhar no Congresso na próxima quarta-feira.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (231.045 contratos) ficou em 8,975%, de 8,970% no ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (478.845 contratos) passou de 8,80% para 8,81%. A taxa do DI janeiro de 2021 (298.870 contratos) subiu de 9,51% para 9,59%.
"A chance de haver um impeachment nos EUA aumentou muito", afirmou o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu Comey do cargo de diretor do FBI, afirmando, em uma carta, que Comey não era capaz de comandar a Polícia Federal americana. O caso foi agravado após vazarem na imprensa informações de que Trump teria pressionado o ex-diretor do FBI para interromper as investigações sobre uma possível ligação entre o ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca Michael Flynn e a Rússia.
Os juros operaram em baixa ao longo da manhã, embalados por forte fluxo aplicador tanto nos contratos de DI quanto nas Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B) e descolados da pressão que o mercado externo apresentava desde cedo. As revisões nas estimativas de corte da Selic nos próximos meses continuaram como pano de fundo para o aumento de posições vendidas. À série de instituições que, nos últimos dias, vinham anunciando previsão de queda maior da taxa básica, hoje somaram-se BNP Paribas, Banco Safra e Citi, todos agora prevendo redução de 1,25 ponto porcentual em maio na Selic, que hoje é de 11,25% ao ano.
À tarde, no entanto, as condições se deterioraram, na medida em que o dólar ampliou os ganhos ante o real, batendo máximas e os rendimentos dos Treasuries iam às mínimas, com o aumento da aversão ao risco. Às 16h18, a moeda no segmento à vista era cotada em R$ 3,1234 (+0,85%). Nas ações, o Ibovespa tinha perda de 1,97%, aos 67.329,06 pontos, com apenas Qualicorp ON (+1,03%) em alta. A taxa da T-Note de dez anos recuava para 2,223%.
No noticiário sobre a reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou hoje acreditar que o governo já tenha os votos para aprovar o texto no plenário da Câmara.
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