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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de maio de 2017. Atualizado às 23h23.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 16/05/2017. Alterada em 15/05 às 21h29min

Ibovespa avança 0,37%

O Índice Bovespa deu continuidade ontem à sua série de altas, que já dura cinco pregões, favorecido principalmente pela alta firme dos preços do petróleo e pela queda do dólar ante o real. Internamente, a alta do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) no primeiro trimestre do ano também contribuiu para sustentar os preços das ações. Com isso, o indicador terminou o dia em alta de 0,37%, aos 68.474 pontos, ainda maior patamar desde 22 de fevereiro. O volume financeiro totalizou R$ 12,221 bilhões, inflado pelos R$ 3,7 bilhões movimentados pelo exercício de opções sobre ações.
A sinalização da Rússia e da Arábia Saudita sobre a possibilidade de extensão do acordo de cortes na produção de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a commodity em alta durante todo o dia. As ações da Petrobras acompanharam o desempenho positivo do petróleo, além de ainda refletirem o balanço trimestral acima das estimativas, anunciado na semana passada. Petrobras ON e PN subiram 1,63% e 1,49%, respectivamente.
A melhora do petróleo favoreceu a queda do dólar ante outras moedas, que, por sua vez, incentivou a alta de ações de outras commodities. Com isso, as ações da Vale seguiram suas pares no exterior e subiram 2,86% (ON) e 2,15% (PNA), mesmo com a queda de 1% do minério de ferro no mercado à vista chinês. As ações do setor siderúrgico seguiram a tendência e tiveram ganhos expressivos. CSN ON ( 6,06%), Usiminas PNA (6,04%) e Gerdau Metalúrgica ( 4,29%) foram as maiores altas do Ibovespa.
As ações do setor financeiro tiveram desempenho mais fraco e limitaram o avanço do Ibovespa. Segundo analistas e operadores, os papéis refletiram a cautela do investidor em relação à possibilidade de o ex-ministro Antonio Palocci optar por fazer um acordo de delação premiada, com risco de desdobramentos desfavoráveis a bancos. Bradesco PN teve alta de 0,16%, e Itaú Unibanco PN avançou 0,42%. Banco do Brasil ON perdeu 1,81% depois que o JP Morgan reduziu sua recomendação dos papéis para "neutro".
Pela manhã, dos destaques foi o exercício de opções sobre ações, cuja movimentação foi superior ao vencimento anterior (R$ 3,7 bilhões, ante R$ 2,7 bilhões), mas não chegou a gerar volatilidade. A divulgação da alta de 1,12% do IBC-Br no primeiro trimestre de 2017 foi bem recebida no mercado, reforçando a percepção de que a economia retoma lentamente a trajetória de crescimento.
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Dólar cai pelo quinto pregão seguido

O dólar fechou em queda ante o real, seguindo o ritmo dos últimos quatro pregões, em mais um dia de aparente tranquilidade no mercado doméstico e fraqueza generalizada da moeda norte-americana no exterior, levando a divisa a ficar abaixo do patamar psicologicamente importante de R$ 3,10 durante a sessão.
O IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), acima do esperado no trimestre contribuiu para o movimento, que foi intensificado depois de mais um dado fraco da economia dos EUA.
O dólar à vista no balcão terminou o pregão em baixa de 0,57%, a R$ 3,1067 - o menor nível desde 17 de abril. O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 979 milhões.
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