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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de maio de 2017. Atualizado às 00h22.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 11/05/2017. Alterada em 10/05 às 21h18min

Para ministro, recessão já se encerrou no Brasil

Oliveira citou queda do endividamento das famílias e inflação menor

Oliveira citou queda do endividamento das famílias e inflação menor


/ANTONIO OLIVEIRA/ABR/JC
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou ontem que, mesmo ainda sem ter os dados oficiais, acabou a maior recessão da história do Brasil. Segundo ele, aparentemente, o País está encerrando oito trimestres de recuo da atividade econômica.
"Provavelmente, estamos começando o que será o novo ciclo de crescimento, o que nos permitirá ter uma perspectiva de futuro mais alentadora", disse Oliveira, que participou da abertura da 9ª edição do Congresso Anbima de Fundos de Investimento, organizado pela Associação Brasileira dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).
Ao citar dados da economia, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 0,9%, Oliveira argumentou que esse desempenho é resultado de um "árduo trabalho feito pelo governo com transparência e realismo". Ele disse, porém, que neste ano haverá déficit primário pelo terceiro ano seguido e que 2018 deve ser marcado por novo déficit.
"Há a percepção de que o País está adotando um conjunto amplo de reformas", disse Oliveira, falando que o risco país caiu pela metade quando se compara o primeiro trimestre de 2017 com o mesmo período de 2016. "A boa notícia é o fim da recessão."
O ministro disse que o Brasil está na direção certa para a retomada do crescimento, para a melhora do ambiente de negócios, e que as condições para a retomada da economia estão se formando. Ele ressaltou que o ciclo atual da retomada tem sido mais lento, mas destacou em sua apresentação alguns pontos de melhora, incluindo a redução do endividamento das famílias, que recuou 30 pontos percentuais, com estabilização em 8% no setor imobiliário, e abre espaço para a retomada do crédito, além da melhora do endividamento do setor corporativo. "Temos estabilização da inadimplência das pessoas jurídicas."
Oliveira salientou que o presidente Michel Temer resolveu assumir "duros riscos" políticos para fazer as reformas e mostrou para a sociedade a situação complicada das contas fiscais. "O novo regime fiscal levará à redução da despesa em relação ao tamanho da economia."
 

Henrique Meirelles volta a apontar sinais de retomada do crescimento econômico brasileiro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a afirmar que há sinais de retomada do crescimento. "Estamos saindo da pior recessão da história do País", disse ao discursar durante o evento da Anbima, em São Paulo.
Entre os fatores que indicam a recuperação, o ministro citou o crescimento da massa salarial real de 3% no primeiro trimestre. "O trabalhador ganhou poder de compra", afirmou. Segundo ele, o consumo também está sendo favorecido pela liberação das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço).
Meirelles destacou que o setor agrícola vem liderando o processo de crescimento. Antes, o Conab previa safra de 212 milhões de toneladas, o representava crescimento de 14% sobre o ano anterior, mas o aumento acabou sendo de 22%, exemplificou o ministro.
O ministro defendeu que a retomada é baseada em um conjunto de reformas microeconômicas, confiança e melhores fundamentos. Meirelles citou, ainda, a diminuição do Credit Defaut Swap (CDS) do Brasil - que mede o nível de risco de crédito de um país - como um dos fatores que sinalizam a retomada.
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