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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de maio de 2017. Atualizado às 10h51.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 10/05 às 10h56min

Trabalhadores da QGI ameaçam entrar em greve

Paralisação pode afetar a construção das plataformas de petróleo

Paralisação pode afetar a construção das plataformas de petróleo


ANTONIO PAZ/arquivo/JC
Jefferson Klein
Além das dificuldades que o polo naval gaúcho enfrenta quanto à confirmação de novas encomendas de plataformas de petróleo, agora o complexo vê-se em meio a uma discussão salarial. Devido a esse cenário, trabalhadores do estaleiro QGI interromperam suas atividades ontem, e existe a possibilidade de que, nos próximos dias, seja declarada uma greve geral no polo.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte, Sadi Machado, os trabalhadores almejam um reajuste de 10%, e o sindicato patronal contrapôs com 4,05%. A paralisação dessa terça-feira, frisa o dirigente, é decorrência do que considerou ser uma "proposta ridícula" apresentada aos funcionários. Entretanto Machado salienta que hoje os serviços serão retomados, enquanto é aguardada uma nova oferta por parte dos empregadores. Caso isso não ocorra em 72 horas, o sindicalista adianta que a ideia é entrar em greve, por tempo indeterminado.
Na estrutura da QGI estão atuando, no momento, entre 900 e 1,2 mil profissionais. No local, estão sendo trabalhados os módulos das plataformas de petróleo P-75 e P-77. O mesmo percentual de aumento de salário que foi sugerido aos integrantes da QGI foi encaminhado aos contratados pelo estaleiro EBR, que fica localizado em São José do Norte. Os colaboradores desse complexo não fizeram paralisação, mas também entrarão em greve se necessário, enfatiza Machado. Nesse estaleiro trabalham de 2,2 mil a 2,4 mil pessoas.
De acordo com uma fonte do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o reajuste defendido pela entidade é a aplicação do índice INPC. O empresário lembra que, até hoje, não houve greves na indústria naval gaúcha, apenas interrupções temporárias, e adianta que o problema deverá ser resolvido entre as partes ainda neste mês.
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