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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 20h27min

Dia das Mães deve injetar R$ 14 bi na economia

Gasto médio com presentes é de aproximadamente R$ 127,00

Gasto médio com presentes é de aproximadamente R$ 127,00


/ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
O Dia das Mães deve injetar cerca de R$ 14 bilhões nos setores de comércio e serviços, conforme pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo estimativas das instituições, 109 milhões de brasileiros devem comprar algum presente na segunda data mais importante para o comércio do ano.
O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, diz que o Dia das Mães pode servir de termômetro para atividade varejista. "Há alguns sinais ainda incipientes de que o varejo deve iniciar uma trajetória lenta de recuperação a partir deste semestre. De modo geral, a pesquisa demonstra que o brasileiro está cauteloso, mas ainda disposto a não deixar a data passar em branco", afirma.
A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL mostra ainda que 73% dos brasileiros devem comprar no Dia das Mães, mas apenas 10% disseram que pretendem gastar mais do que no ano passado. A maior parte (38%) planeja desembolsar a mesma quantia que em 2016, enquanto 27% pensam em diminuir. Os consumidores que não vão comprar presentes representam 25% da amostra, e os indecisos são 2%.
A necessidade de economizar é a razão mais mencionada por aqueles que pretendem gastar menos no Dia das Mães (46%), mas as dificuldades financeiras também são citadas por 29% dos entrevistados. De acordo com a pesquisa, 28% dos entrevistados declararam ter atualmente alguma conta em atraso.
Dentre a minoria que quer comprar um presente mais caro neste ano, o principal argumento é o desejo de adquirir um produto melhor (43%), seguido da percepção de que os itens estão com preços mais elevados (40%). "Para evitar que uma data comemorativa leve o consumidor ao descontrole das finanças, ele precisa ser um consumidor planejado. A pesquisa de preços é uma grande aliada nesses momentos e será realizada por 75% dos compradores neste ano, pelo que apontou o nosso estudo", diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Segundo o levantamento, o gasto médio com os presentes será de cerca de R$ 127,00, e a principal forma de pagamento será à vista (65%). As instituições informaram que foram ouvidos, pessoalmente, 849 consumidores de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do País. Para avaliar o perfil de compra, foram considerados 600 casos da amostra inicial que têm a intenção de comprar presentes. A margem de erro desta amostra é de no máximo 4 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.
 

Número de famílias endividadas tem alta em abril

O percentual de famílias inadimplentes - com dívidas ou contas em atraso - no País ficou em 24,1% em abril deste ano. A taxa é superior às observadas em março passado (23,7%) e em abril de 2016 (23,2%). Esse é o maior percentual registrado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), desde setembro do ano passado (24,6%).
O percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas ou dívidas chegou a 9,7% em abril. A taxa é inferior aos 9,9% de março, mas superior aos 8,2% de abril de 2016, segundo a pesquisa. O percentual de endividados (em atraso ou não) ficou em 58,9% em abril deste ano, taxa acima dos 57,9% de março deste ano, mas abaixo dos 59,6% de abril do ano passado. De acordo com a CNC, 76,6% das dívidas são com cartão de crédito. Também são importantes fontes de endividamento os carnês (15,3%), financiamentos de carro (10,6%), crédito pessoal (9,9%) e financiamento de casa (8,1%). O tempo médio de comprometimento de dívidas entre os devedores é de 7,1 meses. A parcela média de comprometimento dos salários é de 30,2%.

Oferta de serviços brasileiros cresceu pela primeira vez 2015

O Índice de Gerente de Compras (PMI) do setor de serviços brasileiro subiu para 50,3 pontos em março, de 47,7 pontos em fevereiro, informou, nesta quinta-feira, a Markit. Dessa forma, o PMI Consolidado, que considera também o setor industrial, chegou a 50,4 pontos ante 48,7 pontos no mês anterior. Os indicadores superaram os 50,0 pontos pela primeira vez em 26 meses, o que indica expansão.
A oferta de serviços brasileiros cresceu pela primeira vez desde fevereiro de 2015. Pelo terceiro mês consecutivo, cresceu o volume de negócios, enquanto o ritmo de crescimento acelerou ao nível mais alto desde fevereiro de 2015.
As menores taxas de juros, assim como a expectativa de retomada da economia, avanço do consumo e de reformas, foram citadas por fornecedores de serviços como fatores que sustentam projeções de crescimento no ano. Por outro lado, temores de que a recuperação da economia seja lenta, com fechamento de negócios, turbulências políticas e as eleições presidenciais de 2018 foram citados como ameaça. Enquanto isso, o nível médio de otimismo caiu em abril ao menor nível em um ano, tanto em serviços quanto na Indústria.
Apesar de crescimento na atividade, uma nova rodada de corte de vagas foi verificada no setor de serviços, em meio à tentativa de controlar custos. O emprego em Serviços caiu pelo 26º mês consecutivo, porém a contração foi a menor desde agosto de 2015. Também houve corte de vagas na Indústria.
Os custos dos provedores de serviços foram pressionados por altas nos preços do petróleo, energia e matérias-primas. A alta de custo apurada em abril foi a maior nos três últimos meses. Observando os custos da iniciativa privada como um todo, a alta foi mais expressiva do que a verificada em março.
Interrompendo uma sequência de 12 meses com promoções e descontos, empresas de Serviços aumentaram os preços de seus produtos em abril. Os dados do mês continuam a indicar capacidade ociosa no segmento.
Para a economista da Markit Pollyana de Lima, o PMI de abril é "animador", pois demonstra que a economia brasileira começa a crescer após um longo período de queda. "Mais do que isso, o avanço da oferta foi balanceado entre os segmentos de serviços e manufatura", salientou.
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