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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 15h33.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

04/05/2017 - 12h18min. Alterada em 04/05 às 13h10min

Agroindústria liderou saldo positivo de empregos no agronegócio gaúcho em março

Vagas na fabricação de produtos do fumo lideraram parte do saldo positivo no agronegócio

Vagas na fabricação de produtos do fumo lideraram parte do saldo positivo no agronegócio


CARLOS NYLAND/DIVULGAÇÃO/JC
O saldo de empregos formais no agronegócio do Rio Grande do Sul foi positivo em março, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). O número de admissões ficou em 24.052, acima dos 16.743 desligamentos. Com isso, o saldo positivo foi de 7.309 postos com carteira assinada. A agroindústria liderou o saldo, com 7.777 postos, segundo a FEE. 
Em relação a março de 2016, este ano registra mais 1.446 empregos, como saldo de admissões e demissões. No primeiro trimestre, o Estado tem saldo de 19.853 empregos com carteira assinada. O resultado garantiu que o Rio Grande do Sul liderasse a criação de empregos no agronegócio no País, mas não impediu que a geração de postos repetisse o desempenho do mesmo período de 2016, quando foram gerados 21.230 postos de trabalho nos três primeiros meses do ano. Portanto, o período fechou com 1.377 vagas a menos.
“Historicamente, os primeiros meses do ano são caracterizados pela ocorrência de saldos positivos de empregos no agronegócio gaúcho, fenômeno explicado, sobretudo, pela mobilização de mão de obra para as atividades direta e indiretamente impactadas pelo avanço da safra de verão no Estado”, analisa Rodrigo Feix, coordenador do Núcleo de Estudos do Agronegócio da FEE.
Lideraram a abertura de vagas a fabricação de produtos do fumo, com mais 4.078 postos, e comércio atacadista de produtos agropecuários e agroindustriais, alta de 3.333 postos. Feix explica que as contratações nos dois setores se devem à sazonalidade da oferta das matérias-primas agrícolas colhidas na safra de verão. A indústria fumageira concentra vagas temporárias no primeiro trimestre, com pico em março, e se concentram na região do Vale do Rio Pardo, principal aglomeração produtiva com essa especialização no Brasil”.
No comércio atacadista, a atividade de destaque foi a de comercialização da soja, que, em ano de safra recorde, registrou o maior saldo positivo de empregos da série histórica iniciada em 2007 (mais 1.471 postos). Embora o resultado de março tenha sido positivo, houve perda de empregos em alguns setores.
O principal deles foi o de produção de lavouras permanentes, que encerrou o mês com um saldo negativo de 1.880 postos de trabalho. Segundo Feix, “esse também é um movimento sazonal e geograficamente concentrado, derivado principalmente da desmobilização de parte dos trabalhadores temporariamente contratados para a colheita da safra da maçã nas regiões da Serra e dos Campos de Cima da Serra”.
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