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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de maio de 2017. Atualizado às 22h53.

Jornal do Comércio

Economia

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Infraestrutura

Notícia da edição impressa de 04/05/2017. Alterada em 03/05 às 22h31min

Candiota vai elevar consumo de carvão

Incremento do consumo da termelétrica amenizará queda no fornecimento do insumo

Incremento do consumo da termelétrica amenizará queda no fornecimento do insumo


ELETROBRAS CGTEE/ELETROBRAS CGTEE/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Depois de muitas discussões, a mineradora CRM e a empresa de energia CGTEE chegaram a um consenso quanto ao preço a ser pago pelo fornecimento de carvão: R$ 68,00 a tonelada. Além dessa definição, um reflexo do acordo de abastecimento é que a termelétrica Candiota 3 será aperfeiçoada para operar com maior eficiência, atingindo mais do seu potencial de geração e consumindo mais carvão, evitando sobra de combustível.
Também conhecida como fase C, a usina sediada no município de Candiota tem capacidade instalada de 350 MW (um pouco menos do que 10% da demanda média de energia elétrica do Rio Grande do Sul). O incremento do consumo da termelétrica amenizará a queda do fornecimento de carvão entre as empresas que vem sendo verificada no decorrer dos anos. Em 2015, a estatal federal recebia da companhia estadual 3,4 milhões de toneladas ao ano do mineral. Em 2016, o contrato previa o fornecimento de 800 mil toneladas de carvão para as fases A e B e mais 1,7 milhão de toneladas para a fase C. Hoje, a fase A, que tem 320 MW de capacidade, encontra-se paralisada, e a Fase B, com 126 MW, pode interromper suas atividades no final do ano.
Dentro desse cenário de desligamentos, para 2017 o abastecimento cai para 1,2 milhão de toneladas a serem ainda pagas pela CGTEE, e mais 800 mil toneladas extras que foram saldadas no passado, mas não entregues. Se não houver mudanças, essa deve ser a base do volume contratado entre as empresas até 2024. "Para a CGTEE poder queimar tudo isso, terá que aumentar a eficiência da fase C", reitera o secretário estadual de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior. O dirigente destaca que está prevista uma parada técnica da usina, no segundo semestre, para fazer as obras necessárias de aprimoramento.
O secretário não sabe precisar em quanto será qualificada a atividade da usina. No entanto Lemos ressalta que a CGTEE teve várias reuniões com o grupo chinês Citic, fornecedor de peças para Candiota 3, para trazer equipamentos jigagem (técnica de beneficiamento de minérios) e melhorar a operação. Procurada pela reportagem do Jornal do Comércio, até o fechamento dessa edição, a CGTEE não retornou com detalhes sobre a iniciativa. No ano passado, a companhia informou que o processo de modernização de Candiota 3 se iniciaria e terminaria em 2017, e abrangeria um investimento na ordem de R$ 200 milhões.
Lemos esteve na segunda-feira em Brasília, participando do encontro que definiu o valor estipulado no contrato de fornecimento de carvão entre as duas empresas. O custo da tonelada passou de R$ 53,00 para R$ 68,00, e o reajuste é retroativo em relação a abril de 2016. De acordo com o secretário, a CGTEE queria pagar R$ 56,94, e a CRM gostaria de receber R$ 71,96. O dirigente adianta que a redução da meta original da CRM implicará a necessidade de diminuir em mais 40% o custeio da empresa. "Então, porventura, alguns desligamentos serão necessários", adianta. Ainda não há um número definido de pessoas que seriam dispensadas. Atualmente, a companhia conta com 415 funcionários.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisa ainda chancelar o acordo entre as estatais federal e estadual, o que Lemos espera que ocorra neste mês. O contrato firmado vale por um ano. O secretário detalha que, se a quantidade de carvão a ser movimentada não for alterada, nos próximos anos, o valor deverá ser apenas submetido a um reajuste vinculado à inflação. Porém, se houver a mudança nos volumes tratados, provavelmente as bases financeiras serão modificadas.
Para Lemos, a resolução quanto ao contrato com a CGTEE valoriza a CRM como ativo. A lógica do gestor é que a perspectiva de manter a empresa com contrato em vigor demonstra ao mercado que a companhia está operando e tem patrimônio. A CRM é uma das estatais das quais o governo gaúcho espera que a Assembleia Legislativa retire a obrigação da realização de um plebiscito para poder vender.
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