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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de maio de 2017. Atualizado às 22h48.

Jornal do Comércio

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Indústria

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 01/05 às 21h41min

Reunião sobre polo naval em Brasília é cancelada

Milhares de pessoas acompanharam o ato em defesa do polo naval, realizado no sábado, em Rio Grande

Milhares de pessoas acompanharam o ato em defesa do polo naval, realizado no sábado, em Rio Grande


MARCOS JATAHY/MARCOS JATAHY/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein, com agências
A expectativa de que a situação do polo naval gaúcho fosse discutida hoje com o presidente Michel Temer foi frustrada. A reunião em Brasília, agendada através de pedido da Frente Parlamentar em Defesa do Polo Naval de Rio Grande e que contaria com a participação de prefeitos, sindicalistas e deputados, acabou sendo desmarcada. O grupo receia que as atividades do complexo sejam paralisadas devido ao fim de encomendas por parte da Petrobras dentro do País.
O presidente da Frente, deputado estadual Nelsinho Metalúrgico (PT), diz que não foi informado o motivo do cancelamento. O parlamentar continuará insistindo na realização de uma reunião com Temer. "Sabemos que a luta é difícil, mas não vamos desanimar", diz. O prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), sustenta que a mobilização continuará. Apesar de o encontro com Temer ter sido desmarcado, Lindenmeyer viajará para Brasília para encontrar-se com senadores gaúchos para debater a questão do polo naval.
O prefeito recorda que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), implementou um grupo de trabalho para tratar do polo naval. O deputado acrescenta que Padilha, por ser gaúcho, sabe da importância que o polo naval tem para o Estado e espera que o ministro seja um defensor do setor. Uma das medidas sugeridas é a retomada das obras da plataforma de petróleo P-71, interrompidas em dezembro. A estimativa é de que a recuperação dos serviços na estrutura, que está estagnada no estaleiro da Ecovix, significaria a geração de cerca de 2,8 mil postos de trabalho.
Lindenmeyer reforça que a P-71 já foi iniciada e que não há outro lugar, além de Rio Grande, em que seria mais barata a sua conclusão. O polo conta com mão de obra treinada e equipamentos sofisticados que não podem ser simplesmente abandonados. "Não se trata de uma reserva de mercado, mas sim de preservação de empregos", frisa.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, concorda que uma ação positiva que teria efeitos mais imediatos é a retomada da P-71. O sindicalista defende que o governo federal precisa ouvir os trabalhadores e ter a percepção da repercussão que o desemprego na região terá, se houver o fim da atividade naval. Gonçalves adianta que a meta era mostrar a Temer fotos e vídeos de como se encontra o polo naval atualmente. O complexo, que outrora gerou mais de 21 mil postos de trabalho, no momento emprega apenas cerca de 3 mil pessoas.
No sábado, um ato em defesa do polo naval, com a presença dos ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ocorreu em Rio Grande. Os organizadores do evento estimaram que 12 mil espectadores compareceram à manifestação em frente à prefeitura da cidade. O público gritava "Lula, eu te amo" quando o ex-presidente disse que o seu partido, o PT, voltaria ao poder.
"Não sei o que vai acontecer comigo", disse Lula em seu discurso. "Mas podem se preparar, porque nós vamos voltar e vamos recuperar esse País", completou. Já Dilma criticou o governo Temer, que deve substituir o chamado conteúdo local da Petrobras por bens e serviços de países como Cingapura e China. "Tudo que pode ser construído no Brasil deve ser construído no Brasil", defendeu. No dia que antecedeu o ato, durante as manifestações da greve geral de sexta-feira, a movimentação de cargas pelo porto do Rio Grande foi atrapalhada por piquetes e bloqueios de estradas.
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