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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

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Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 18h37min

A realidade do ensino a distância

Daniel Ustárroz
Muito embora algumas pessoas ainda desconfiem dos cursos oferecidos "a distância", os seus números demonstram a sua afirmação no solo brasileiro. Por ilustração, segundo os dados do setor, atingiremos número próximo a quatro milhões de matrículas em 2017. Dois dos principais motivos arrolados para o sucesso dessa modalidade de ensino são a flexibilidade e o menor custo.
Como qualquer outro fenômeno, existem aspectos positivos e negativos que devem ser ponderados. E eles dizem respeito, basicamente, a dois fatores: a qualidade do curso escolhido e a capacidade do aluno interessado em bem aproveitá-lo, uma vez que esta forma de ensino exige competências que não são ostentadas por grande parte dos discentes tradicionais.
Em relação a seus pontos positivos, destaco a quebra das barreiras geográficas. Até poucos anos atrás, o aluno de Harvard ou de Genebra precisaria necessariamente se deslocar até os Estados Unidos ou a Suíça para frequentar as aulas, o que envolvia alto custo, tornando esse projeto mais um sonho do que uma realidade para os interessados. Hoje, através de sites especializados e reconhecidos pelo mundo acadêmico (EDX, Coursera etc.), todas as pessoas têm acesso a inúmeros cursos oferecidos por estas instituições (direitos humanos, direito dos contratos, internacional etc.). E, em geral, com custo zero, na medida em que a matrícula não é cobrada. Apenas se houver interesse em obter uma "certificação" é que algum valor é exigido.
Entretanto a ferramenta do ensino a distância não é vocacionada para atingir todas as pessoas, pois muitos alunos não preenchem as competências necessárias para o aproveitamento desse tipo de ensino. Um curso a distância sério exigirá disciplina, dedicação e comprometimento do aluno, mediante horas de trabalho em silêncio, dedicados à realização de variadas tarefas acadêmicas. O ensino a distância não se exaure na visualização da tela do computador, mas envolve necessariamente o engajamento do aluno, que deve compreender a sua própria importância no processo pedagógico. Outrossim é fundamental o controle quanto à qualidade do curso, que merece acompanhamento pelos alunos, pelas próprias instituições envolvidas, pelo público e pelo poder público.
Aqui no Brasil, projetos inovadores são apresentados todos os dias. Um deles, no âmbito do Direito, é a parceria da Escola Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (ENA) com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), através da qual profissionais de todo o País podem cursar as diversas especializações oferecidas (penal, eleitoral, processual, trabalhista, tributário etc.). Tal como os demais cursos do gênero, permite a aproximação dos estudantes e dos professores dos rincões mais longínquos do Brasil.
Enfim, a integração das novas tecnologias na vida das pessoas - e da internet, em especial - vem alterando também o modelo pedagógico. É interessante observar a potencialidade do ensino a distância, o qual, se já é uma realidade para a geração atual, será ainda mais presente e usual para as gerações futuras.
Advogado e professor de Direito Civil
 
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