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Porto Alegre, terça-feira, 02 de maio de 2017. Atualizado às 14h06.

Jornal do Comércio

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saúde

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 02/05 às 14h08min

Inovações chegam à sala de cirurgia

Unitec III, no Tecnosinos, terá sala para montar equipamentos a serem usados na pesquisa

Unitec III, no Tecnosinos, terá sala para montar equipamentos a serem usados na pesquisa


Unisinos/Divulgação/JC
Patrícia Comunello
O primeiro rebento do cluster de saúde lançado em 2016 no Rio Grande do Sul já nasceu. A Unisinos e a Siemens Healthineers, braço da gigante alemã em tecnologias para saúde, já começaram os estudos que devem derivar em soluções para otimizar processos nas salas de cirurgia. O projeto se intensificou no começo deste ano, dentro de acordo firmado entre as duas instituições e mais a Friedrich-Alexander-Universität (FAU), situada em Erlangen-Nürnberg, na região alemã da Bavária. Uma das unidades do Parque Tecnológico da Unisinos (Tecnosinos), dentro do campus da universidade em São Leopoldo, é a sede de desenvolvimento da pesquisa.
O trabalho envolve o laboratório de inovação em software da Unisinos, que já começou a fazer estudos. São 14 pessoas envolvidas nesta largada, segundo a Siemens e a universidade gaúcha. São quatro da Unisinos, quatro da FAU e quatro da Siemens, que estarão sediados no escritório em São Paulo. Das universidades, são professores e bolsistas de pós-graduação. O montante de investimento na pesquisa, que deve se prolongar pelos próximos três anos, não é revelado. O governador José Ivo Sartori (PMDB) formalizou a iniciativa de estruturar o cluster de saúde, em outubro passado, na missão à Alemanha. O protocolo envolve o Medical Valley, que é ligado à FAU. O Rio Grande do Sul foi a terceira parceria global do Medical Valley no mundo, sendo que as outras duas estão nos Estados Unidos e na China.   
O coordenador do projeto na Unisinos, Cristiano André da Costa, que é professor do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da universidade, explica que já começaram os primeiros estudos e que o projeto será marcado por muito intercâmbio com a equipe de pesquisa da FAU. Em maio, quatro pesquisadores da FAU - sendo dois professores e dois alunos - virão ao Estado para desenvolver fases do projeto no Tecnosinos. Ele destaca que é o primeiro movimento concreto para formar o cluster gaúcho de desenvolvimento de pesquisa em tecnologias em saúde. A parceria com a Siemens Healthineers é a primeira a ocorrer no Brasil com um centro de pesquisa.  
Segundo Costa, o ponto de partida é uma sala de cirurgia, que segue o conceito de sala híbrida, por unir no mesmo ambiente vários equipamentos de imagem avançada para uso das equipes médicas, que já é uma prática em estabelecimentos mais avançados. "O projeto atua neste espaço já montado e que terá ainda equipamentos, que estão chegando da Alemanha", adianta o coordenador. O professor detalha que serão usados sensores com recursos de Radio-Frequency Identification (RFID), além de câmeras RGB-D, e outras ferramentas de computação para monitorar o que acontece em uma sala de cirurgia.
"Tudo para buscar a otimização dos processos e entender o funcionamento de tudo que se passa em meio a procedimentos", exemplifica Costa. Os sensores estarão ligados nos vários componentes e recursos de tecnologia médica. "Vamos tentar captar o máximo de informações. A partir daí a empresa poderá criar produtos." A busca de inovações na área pode ajudar a melhorar processos e até reduzir riscos no manejo de pacientes. Infecção hospitalar, por exemplo, é um dos problemas que mais geram atenção hoje em ambientes de cuidados em todo o mundo. 
"A meta é testar interações, buscar reduzir tempo de uso das salas, elevar o compartilhamento de tecnologias. Isso será possível a partir da pesquisa", entusiasma-se o coordenador, que tem limitações de sigilo para falar da pesquisa. "Vamos trabalhar na geração de novos produtos." Uma das previsões é atuar com hospitais para fazer a experimentação, que deve ocorrer entre 2018 e 2019. Em nota, a Siemens Healthineers destaca que a pesquisa é pioneira no Brasil e busca proporcionar ao paciente um procedimento minimamente invasivo, resultando em uma recuperação mais rápida e um pós-operatório de menor risco. 
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